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Casas Bahia (BHIA3) alonga dívida com nota comercial de R$ 1,4 bilhão; entenda

12 mar 2026, 9:02 - atualizado em 12 mar 2026, 9:02
casas bahia bhia3 ações
(Imagem: Divulgação/Casas Bahia)

A Casas Bahia (BHIA3) informou ao mercado que recebeu compromisso firme de uma instituição financeira parceira para a subscrição de nota comercial no valor de R$ 1,4 bilhão, com prazo de dois anos.

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De acordo com o comunicado, o destino dos recursos será a liquidação de operações de risco sacado atualmente mantidas com a instituição financeira, resultando na substituição de passivos de curto prazo por uma estrutura de financiamento com prazo mais alongado.

O risco sacado é uma operação financeira em que bancos pagam os fornecedores e posteriormente a varejista paga o banco. Na prática, a companhia conseguiu um financiamento para reorganizar dívida existente com a instituição financeira, que não foi especificada no anúncio.

“A operação está alinhada à estratégia da companhia de gestão ativa de passivos e otimização de sua estrutura de capital, contribuindo para: alongamento do perfil de vencimento das obrigações financeiras; maior previsibilidade na gestão de liquidez; e otimização das fontes de financiamento de capital de giro”, diz a Casas Bahia.

A companhia ressalta que a operação não representa aumento estrutural de endividamento, tratando-se apenas de um reperfilamento de passivos existentes, em linha com as iniciativas de fortalecimento da estrutura financeira conduzidas no âmbito do plano de transformação.

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4T25 da Casas Bahia

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre de 2025, refletindo principalmente uma provisão de Imposto de Renda diferido de R$ 1,45 bilhão, em período também marcado por forte queda no endividamento e expansão de receitas e margens.

O diretor financeiro da varejista, Elcio Ito, afirmou que a provisão ocorreu após a companhia realizar testes de estresse, dado o contexto geopolítico e os potenciais riscos para a inflação e as taxas de juros, entre outras variáveis macroeconômicas.

Após os testes, “por prudência e conservadorismo”, a empresa decidiu fazer a provisão, afirmou à Reuters, ressaltando que a provisão não tem efeito caixa e econômico, e que se trata de uma ação mirando um cenário de estresse, de quadro macroeconômico mais adverso.

Excluindo essa provisão, a Casas Bahia teve prejuízo de R$ 79 milhões, após uma perda de R$ 452 milhões um ano antes, com o balanço ainda mostrando despesas com vendas, gerais e administrativas da ordem de R$ 1,9 bilhão (+0,4%) e um resultado financeiro negativo de R$ 557 milhões no período.

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A despesa financeira, porém, caiu ante os mesmos meses de 2024 (-R$ 921 milhões), em trimestre marcado pela finalização da reestruturação no perfil de endividamento da companhia no final de 2025, que fez a dívida líquida ajustada cair a R$ 1,13 bilhão, de R$ 4,48 bilhões no trimestre anterior.

*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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