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Exclusivo: Empiricus é assediada para entrar no mercado de corretoras

Mercados
Com 180 mil clientes, consultoria é vista como o maior player do varejo após a entrada do Itaú na XP Investimentos

O mercado financeiro brasileiro mudou e evoluiu quando as corretoras, especialmente a XP Investimentos, se convenceram do enorme filão de investidores mal atendidos pelos grandes bancos em suas agências e por gerentes em busca de comissões. O foco na independência e assessoria personalizada avançou a passos largos e deu tão certo que a XP, fundada em 2001, chamou a atenção dos grandes bancos.

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O aperto de mãos com o Itaú foi inevitável quando a oferta de R$ 6,3 bilhões bateu na porta em maio deste ano. O novo sócio ficou com 49% e a opção de levar o controle da empresa em 2024 ou em 2033. Na ocasião, o fundador e presidente, Guilherme Benchimol, garantiu que a empresa continuaria com o perfil independente, plataforma aberta, taxa zero e amparada no apoio dos milhares de agentes autônomos.

Em paralelo, uma outra empresa, a Empiricus Research, surgia em novembro de 2009 com a promessa de mudar a análise de ações no Brasil. A ideia, que inicialmente era ajudar as corretoras a fazer as recomendações para os clientes, foi sendo aos poucos moldada para um perfil de assessoramento direto ao investidor.

Nascia ali o que é hoje a maior casa de análise do Brasil e um mercado que, atualmente, conta com mais de uma dezena de empresas independentes de aconselhamento financeiro e educação financeira. Agora, a leitura de participantes do mercado é de que os 180 mil clientes ativos da Empiricus representam o maior player de varejo após o Itaú ter conquistado o acesso aos 450 mil clientes da XP.

Assédio

Segundo apurou o Money Times, a empresa está sendo assediada para entrar no mercado de corretoras em uma configuração societária ainda não muito bem definida.

Investidores estrangeiros, por meio de fundos, e outras corretoras têm procurado os sócios da Empiricus com propostas que vão desde a entrada em uma companhia já existente até a criação de uma nova.

As dificuldades encontradas nessas conversas iniciais, segundo uma fonte próxima ao assunto, estão concentradas na definição de um modelo que consiga preservar a independência da análise, que é hoje a sua principal bandeira.

Procurada, a Empiricus não quis comentar o assunto, mas afirmou que não há nada de concreto no momento e que qualquer movimentação eventual nesse sentido “necessariamente preservaria o melhor interesse dos clientes e a independência da análise”.


 

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