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Mercado está muito errado sobre a alta da Selic em 2020 ou 2021

13/02/2020 - 15:34
Wrong Way
Os esforços para assegurar a independência do Banco Central reforçam a ideia de que o juro ficará onde está por anos (Imagem: Unsplash/@freetousesoundscom)

Os investidores estão precificando uma alta da Selic a partir do final de 2020 e adiante que não irá ocorrer, avalia a Capital Economics em um relatório enviado a clientes sobre o impacto da aprovação da independência do Banco Central no Brasil.

Hoje a taxa está em 4,25% ao ano, a menor da história.

“Com a recuperação econômica provavelmente mais lenta do que a prevista, pensamos que o Copom será muito mais lento para aumentar as taxas do que os mercados estão precificando”, explica William Jackson, economista-chefe para os mercados emergentes da consultoria.

(Fonte: Capital Economics)

Segundo ele, os esforços para assegurar a independência do Banco Central reforçam esta projeção, tendo em vista que este novo momento pode ajudar, no longo prazo, manter as expectativas de inflação em níveis baixos.

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“Se as expectativas permanecerem baixas, isso reduzirá a incerteza sobre as taxas futuras de inflação que, por sua vez, permitiriam aos bancos reduzir os spreads de empréstimos (atualmente extremamente altos)”, opina Jackson.

Ele esclarece que isso, por sua vez, deve ajudar a aumentar o investimento e o crescimento potencial. “Outra consequência é que o Banco Central provavelmente não aumentaria as taxas de juros nos próximos anos”, conclui.

O relatório Focus do Banco Central, que reúne as projeções dos economistas, indica uma elevação da Selic para 6% ao final de 2021.

Última atualização por Gustavo Kahil - 13/02/2020 - 15:50