Mercados

Petróleo volta a bater os US$ 100 com intensificação da guerra no Oriente Médio

12 mar 2026, 8:56 - atualizado em 12 mar 2026, 8:56
petróleo irã
(Foto: Reuters/Dado Ruvic)

O preço do petróleo voltou a superar a marca de US$ 100 por barril nesta quinta-feira (12), após ataques a navios petroleiros próximos ao Estreito de Ormuz e ao porto de Basra, no Iraque, indicando que a guerra no Oriente Médio está se intensificando.

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Nas últimas 24 horas, diversos embarques comerciais foram atacados por embarcações iranianas carregadas com explosivos, reacendendo temores de interrupções prolongadas no fornecimento de energia. Relatos também apontam que o Irã teria lançado cerca de uma dúzia de minas navais no Estreito de Ormuz.

Por volta das 8h45, o petróleo tipo Brent, referência internacional, avançava 5,79%, cotado a US$ 97,31 o barril. Na madrugada, a commodity chegou a subir mais de 7%, atingindo US$ 100. O WTI, referência no mercado norte-americano, subia 5,24%, cotado a US$ 91,78 o barril.

Desde o início do conflito, os preços do petróleo acumulam forte alta, chegando perto de US$ 120 por barril no começo da semana, principalmente devido às interrupções no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Liberação recorde de reservas estratégicas

Na véspera, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência, a maior operação desse tipo na história.

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Os Estados Unidos respondem por 172 milhões de barris, cuja entrega começará na próxima semana. A distribuição completa deve levar cerca de 120 dias, limitando o efeito imediato sobre os preços.

Segundo a agência, a guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história.

Mesmo com a medida, o mercado manteve a cautela: a alta reflete dúvidas sobre a capacidade da liberação em compensar, no curto prazo, o choque de oferta provocado pelos ataques na região.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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