Casas Bahia (BHIA3), CSN (CSNA3), Brava Energia (BRAV3) e outros destaques desta quinta-feira (12)
Os balanços referentes ao quarto trimestre de 2025 da Casas Bahia (BHIA3), CSN (CSNA3) e Brava Energia (BRAV3) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (12).
Confira os destaques corporativos de hoje
Casas Bahia (BHIA3) tem prejuízo de R$1,5 bi no 4T25
A Casas Bahia (BHIA3) teve prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre 2025, refletindo principalmente uma provisão de Imposto de Renda diferido de R$ 1,45 bilhão, em período também marcado por forte queda no endividamento e expansão de receitas e margens.
O diretor financeiro da varejista, Elcio Ito, afirmou que a provisão ocorreu após a companhia realizar testes de estresse, dado o contexto geopolítico e os potenciais riscos para a inflação e as taxas de juros, entre outras variáveis macroeconômicas.
Após os testes, “por prudência e conservadorismo”, a empresa decidiu fazer a provisão, afirmou à Reuters, ressaltando que a provisão não tem efeito caixa e econômico, e que se trata de uma ação mirando um cenário de estresse, de quadro macroeconômico mais adverso.
Excluindo essa provisão, a Casas Bahia teve prejuízo de R$ 79 milhões, após uma perda de R$ 452 milhões um ano antes, com o balanço ainda mostrando despesas com vendas, gerais e administrativas da ordem de R$ 1,9 bilhão (+0,4%) e um resultado financeiro negativo de R$ 557 milhões no período.
A companhia também informou ao mercado que recebeu compromisso firme de uma instituição financeira parceira para a subscrição de nota comercial no valor de R$ 1,4 bilhão, com prazo de dois anos.
De acordo com o comunicado, o destino dos recursos será a liquidação de operações de risco sacado atualmente mantidas com a instituição financeira, resultando na substituição de passivos de curto prazo por uma estrutura de financiamento com prazo mais alongado.
O risco sacado é uma operação financeira em que bancos pagam os fornecedores e posteriormente a varejista paga o banco. Na prática, a companhia conseguiu um financiamento para reorganizar dívida existente com a instituição financeira, que não foi especificada no anúncio.
CSN (CSNA3) tem prejuízo líquido de R$ 721 milhões no 4º trimestre
A CSN (CSNA3) apresentou prejuízo líquido de R$ 721 milhões no quarto trimestre de 2025, o resultado negativo veio 748% maior do que os R$ 85 milhões negativos reportados em igual período de 2024. No acumulado do ano, o prejuízo líquido atingiu R$ 1,5 bilhão, queda de 2% sobre 2024.
Nessa linha, a companhia ainda reverteu o lucro líquido observado no trimestre imediatamente anterior, o que define como consequência do impacto da ociosidade operacional e perdas de estoques relacionadas à parada do alto-forno registrado no período.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 3,325 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, recuo de 0,3% ante um ano.
A margem Ebitda ajustada do período foi de 27,8%, 1 ponto porcentual (p.p.) acima da registrada no trimestre imediatamente anterior e 1,1 p.p. acima do visto um ano antes. Já em 2025, o Ebitda ajustado alcançou R$ 11,796 bilhões, alta anual de 15,3%.
Brava Energia (BRAV3) reduz prejuízo mas resultado fica abaixo do esperado no 4T25
A Brava Energia (BRAV3) reduziu quase que pela metade o prejuízo líquido do quarto trimestre de 2025 sobre o mesmo período de 2024, para R$ 588 milhões, mas o resultado operacional veio abaixo do esperado pela média do mercado.
A petrolífera apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 808 milhões para os três últimos meses de 2025, crescimento de 60% sobre o desempenho de um ano antes. A margem cresceu de 25,9% para 31,7%.
Mas analistas esperavam Ebitda de R$ 968,5 milhões, segundo média de previsões compilada pela LSEG. A expectativa para a última linha do balanço era de prejuízo de cerca de R$ 96 milhões.
A redução do prejuízo no trimestre veio com queda de 64% no resultado financeiro negativo, para R$ 651 milhões, segundo o balanço.
Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’
A agência classificadora de riscos S&P Global Ratings rebaixou, na quarta-feira (11), o rating de crédito de emissor da Raízen (RAIZ4) na escala nacional Brasil de ‘brCCC-’ para ‘SD’, equivalente a “calote seletivo”.
Os analistas da S&P observam que a recuperação extrajudicial contempla mais de 90% do passivo total da Raízen. O plano abrange R$ 65 bilhões de um passivo total superior a R$ 70 bilhões.
“A execução do plano depende da aprovação da maioria dos credores. A confirmação requer a aprovação de pelo menos 50% do detentores de dívidas financeiras da companhia. Até o momento, a Raízen afirma já contar com o apoio de 47% desses credores”, pontuam os analistas.
A Raízen conta com um prazo de 90 dias para obter a aprovação da maioria dos credores, o que vincularia os R$ 65 bilhões de dívidas ao plano de recuperação. Durante esse período, a empresa informou que não realizará pagamentos de juros ou principal referentes às dívidas incluídas no plano que venham a vencer.
CSN Mineração (CMIN3) tem queda de 40% no lucro líquido no 4T25
A CSN Mineração (CMIN3) anunciou uma queda de 40,8% no seu lucro líquido no quarto trimestre de 2025 na comparação sazonal, atingindo R$ 1,194 bilhão. Conforme o balanço divulgado ao mercado na noite de quarta-feira (11), no resultado total anual (2025 x 2024), a queda no lucro foi ainda maior, de 63,6%.
Segundo a companhia, o tombo anual no lucro aconteceu “mesmo com todos os recordes operacionais verificados no período, majoritariamente explicado pelo impacto da variação cambial registrada no período”.
Na linha do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, a CSN Mineração teve queda de 12,6% no 4T25 na comparação com o 4T24, atingindo R$ 1,761 bilhão no segundo trimestre.
A margem Ebitda ficou em 42,9% no último trimestre do ano, um recuo de 8,7 pontos percentuais ante o mesmo período do ano anterior.
Moura Dubeux (MDNE3) lucra R$ 111,9 milhões no 4T25
A Moura Dubeux (MDNE3) reportou lucro líquido de R$ 111,9 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um crescimento de 149% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado superou os R$ 96 milhões projetados pelo consenso de mercado.
No acumulado do ano passado, a incorporadora recifense registrou lucro líquido de R$ 420,1 milhões, avanço anual de 67,4%.
A receita líquida somou R$ 704 milhões no 4T25, praticamente o dobro do observado um ano antes. Em 2025, o indicador atingiu R$ 2,35 bilhões, o que representa expansão de 50% frente a 2024.
O EBITDA ajustado (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 137 milhões entre outubro e dezembro, alta anual de 159%. Já a margem líquida ficou em 15,9%, avanço de 3,7 pontos percentuais na mesma base de comparação.
Ao final do 4T25, a Moura Dubeux registrava dívida líquida de R$ 324 milhões, aceleração de 31,6% em relação ao 3T25 e equivalente a 21,4% do patrimônio líquido.
Azzas 2154 (AZZA3) tem lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões no 4T25
A Azzas 2154 (AZZA3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões entre outubro e dezembro, queda de 0,5% em relação ao mesmo período de 2024. No período, o Ebitda recorrente totalizou R$ 501,1 milhões, baixa de 3,5% na mesma base de comparação, com margem praticamente estável em 15,4%.
Já o ano de 2025 marcou o primeiro ciclo completo de operação da Azzas 2154 após a combinação de negócios entre Arezzo&Co e Grupo Soma. Nesse período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 770,7 milhões, alta de 30,5% em relação a 2024, segundo balanço divulgado nesta quarta, 11.
O Ebitda recorrente somou R$ 1,94 bilhão em 2025, crescimento de 5,8% frente ao ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 11,8 bilhões no acumulado do ano, avanço de 2,2% na comparação anual.
A receita líquida do trimestre, por sua vez, somou R$ 3,26 bilhões, recuo anual de 4,1%. A receita bruta caiu 2,3% no período, retração menor que a da receita líquida.
Segundo a companhia, a diferença reflete maior peso das deduções, impactadas pelo aumento de impostos, pela menor geração de créditos de ICMS e por tarifas sobre importações nos Estados Unidos.
Cogna (COGN3) tem lucro de R$ 220 milhões no quarto trimestre
A Cogna (COGN3) registrou lucro líquido de R$ 220 milhões no quarto trimestre de 2025, queda relevante em relação ao lucro de R$ 925,8 milhões no mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado na quarta-feira (11).
Segundo a companhia, a comparação anual é impactada por efeitos não recorrentes registrados no ano anterior, principalmente reversões de contingências tributárias relacionadas a processos de imposto de renda sobre ágio, anotadas na linha do resultado financeiro.
No acumulado de 2025, o lucro líquido somou R$ 625,5 milhões, ante R$ 879,9 milhões em 2024.
A receita líquida atingiu R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre, alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 7,02 bilhões, crescimento de 9,3%.
Yduqs (YDUQ3) tem lucro ajustado de R$ 60,2 milhões no 4T25
A Yduqs (YDUQ3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 60,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado na quarta-feira (11).
Considerando o número não ajustado, porém, houve prejuízo de R$ 49,5 milhões, revertendo lucro na base anual.
Segundo a companhia, o resultado da última linha foi impactado por efeitos pontuais ligados à provisão para calouros e à migração da base de alunos em programas de financiamento privado.
“Excluindo os efeitos da provisão para calouros não engajados e da migração da base de alunos de financiamentos privados, o lucro ajustado teria crescido 29,4% no trimestre”, afirmou a empresa.
A receita líquida atingiu R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre, alta de 3% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 5,52 bilhões, avanço de 3,2% frente ao ano anterior.
SLC Agrícola (SLCE3) aumenta prejuízo para R$ 71 milhões no 4T25
A SLC Agrícola (SLCE3) teve prejuízo líquido de R$ 71 milhões no quarto trimestre de 2025, valor 37,9% maior que o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior, segundo relatório de resultados divulgado na quarta-feira (11).
Segundo a companhia, o resultado foi impactado pela elevação de R$ 21,8 milhões nas despesas com vendas, aumento de R$ 7,6 milhões nas despesas administrativas, alta de R$ 50,9 milhões em outras despesas operacionais, entre outros fatores.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia somou R$ 633 milhões nos três últimos meses do ano, alta de 3,6% em base anual, com a margem Ebitda passando de 30,9% para 27,9%.
O Ebitda superou a estimativa média de analistas compilada pela LSEG, de R$596 milhões.
A receita líquida no trimestre cresceu 15,0%, impulsionada principalmente pelo maior volume faturado e pelo aumento dos preços do milho, caroço de algodão e do rebanho bovino.
Lavvi (LAVV3) tem queda de 13% no lucro do 4T25
A Lavvi Empreendimentos (LAVV3) teve lucro líquido de cerca de R$ 105 milhões no quarto trimestre de 2025, recuo de 13% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo relatório divulgado na quarta-feira (11) pela construtora e incorporadora.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 139 milhões, queda de 21%, com a margem recuando de 30,4% para 26,3%.
Já receita líquida somou cerca de R$ 530 milhões no período, 8% abaixo do registrado um ano antes.
A companhia afirmou que as vendas líquidas contratadas somaram R$ 1,12 bilhão no quarto trimestre de 2025, 16% abaixo do apurado um ano antes, enquanto os distratos somaram R$ 63 milhões.
O valor geral de vendas (VGV) de lançamentos no período foi de R$ 1,43 bilhão, queda de 8% na comparação com o quarto trimestre de 2024.
A companhia também informou que distribuirá, no próximo dia 17 de março, R$ 30 milhões referentes à primeira parcela dos dividendos intermediários anunciados anteriormente.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o montante corresponde a R$ 0,15350423144 por ação ordinária da companhia.
Terão direito ao recebimento os acionistas com posição na empresa em 2 de fevereiro de 2026, já que os papéis passaram a ser negociados “ex-proventos” a partir de 3 de fevereiro.
Os rendimentos fazem parte do pagamento total de R$ 200 milhões em dividendos intermediários, o equivalente a cerca de R$ 1,02 por ação, aprovado em janeiro pela companhia.
Espaçolaser (ESPA3) reverte prejuízo e lucra no quarto trimestre
A Espaçolaser (ESPA3) encerrou 2025 com avanço nas principais linhas do balanço — o que a companhia descreve como um “ponto de inflexão” após anos de reestruturação. No quarto trimestre, de acordo com o resultado divulgado na noite desta quarta-feira (11), a companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 13,2 milhões, crescimento de 49,6% ante o mesmo período de 2024.
O Ebitda ajustado somou R$ 66,1 milhões, avanço de 37,3%, com expansão da margem para 22,4%. Já a receita líquida ficou em R$ 294,4 milhões, alta de 8% na comparação anual.
No acumulado de 2025, a companhia reportou receita líquida de R$ 1,11 bilhão, alta de 7,7% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 256,8 milhões, avanço de 15,2%, enquanto o lucro líquido ajustado somou R$ 34,9 milhões, crescimento de 49,6%.
Para o CFO da empresa, Fábio Itikawa, os números refletem a conclusão de um ciclo iniciado nos últimos anos. “2025 foi um ponto de inflexão da companhia. A gente vinha num processo de reorganização e reestruturação e agora começa a entrar em uma fase de crescimento mais robusto”, disse ao Money Times.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo