Carteira Recomendada

10 ações para investir após a 1ª queda mensal do Ibov desde julho de 2025, segundo a Empiricus Research

01 abr 2026, 9:04 - atualizado em 01 abr 2026, 9:04
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(Imagem: Bigc Studio/ Canva Pro)

A Empiricus Research realizou uma alteração em sua carteira recomendada mensal de ações. Para abril, a Cyrela (CYRE3) deixa o portfólio, abrindo espaço para Vale (VALE3).

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O analista Ruy Hungria, responsável pela carteira, explica que a saída da Cyrela reflete a piora nas perspectivas diante da guerra no Irã. E

le afirma que o cenário atual exige maior seletividade, privilegiando ações menos dependentes do afrouxamento monetário e com vantagens competitivas claras em seus setores.

Sobre a Vale, Hungria destaca que a mineradora recuou injustificadamente em março, considerando a resiliência dos preços do minério de ferro e o desconto excessivo frente às pares australianas.

“Além disso, a companhia vem apresentando resultados consistentes nos últimos trimestres, reforçando seu bom momento operacional”, afirma.

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Em março, a carteira registrou queda de -3,7%, contra -0,70% do Ibovespa. A Empiricus observa que, após um início de ano com recordes seguidos, o índice registrou sua primeira queda mensal desde julho de 2025, impactado pelo conflito no Oriente Médio.

Apesar disso, o desempenho do Ibovespa em comparação a outros índices globais mostra que os ativos brasileiros continuam atraentes.

Embora a alta do petróleo tenha pressionado as expectativas para a Selic, o Brasil permanece como um dos poucos países com perspectiva de corte na taxa de juros. Outros pilares da tese de investimento — diversificação fora dos EUA, valuations atrativos e o cenário eleitoral — seguem sólidos.

Além disso, por estar distante do conflito e ser exportador líquido de petróleo, o país se mantém mais atrativo em relação a outros emergentes diretamente afetados pela guerra.

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Afrouxamento monetário enfraquecido

Hungria aponta que, mesmo com os efeitos da guerra, boa parte dos fatores que sustentaram a valorização do Ibovespa desde meados do ano passado permanece.

O movimento de diversificação para fora dos EUA continua favorecendo a bolsa, e o fluxo estrangeiro superou R$ 8 bilhões em março. O múltiplo das empresas brasileiras, principalmente as de foco doméstico, ainda está abaixo da média.

O gatilho eleitoral também ganhou força após pesquisas indicarem Flávio Bolsonaro empatado ou à frente de Lula em alguns cenários.

O ponto que se enfraqueceu foi o afrouxamento monetário, impactado por dados de inflação elevados e forte alta nos combustíveis. A expectativa de Selic, que era de 12% no fim de 2026, já foi revisada para 13,5%-13,75%, podendo subir dependendo da evolução do conflito.

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Mesmo com o Copom cortando 25 pontos-base em março e sinalizando novos cortes, postura vista como dovish, a guerra pode limitar a amplitude das futuras reduções, dependendo da inflação nos próximos meses.

Veja as ações recomendadas pela Empiricus para abril

TickerEmpresaPesoSetor
AXIA6Axia Energia10%Energia Elétrica
CSAN3Cosan10%Infraestrutura
VALE3Vale10%Mineração
EQTL3Equatorial10%Energia Elétrica
ITUB4Itaú10%Financeiro
PRIO3Prio10%Óleo & Gás
RDOR3Rede D’Or10%Saúde
RENT3Localiza10%Locação de Veículos
ROXO34Nubank10%Financeiro
SMFT3SmartFit10%Varejo

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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