O que fazer para ser promovido? Trabalhar duro não é suficiente, diz professor de Stanford
Sabe aquele chefe que sabe muito menos do que você, mas ainda assim ocupa um cargo de liderança, acima do seu? Bom, ele provavelmente chegou onde chegou não necessariamente pelo desempenho, mas pela visibilidade com a chefia.
“Isso é injusto”? Pode até ser. Mas, gostemos ou não, no mundo corporativo, a maneira como você se apresenta e se posiciona é tão importante quanto o que você realmente faz.
É isso que defende o professor da Stanford e especialista em Comportamento Organizacional, Jeffrey Pfeffer.
Segundo ele, quem domina a arte de participar de reuniões, fazer networking (o terror da gen Z) e até mesmo bajular o chefe tem muito mais chances de avançar na hierarquia empresarial do que profissionais que apenas seguem ordens — ainda que com excelência.
Por que ‘trabalhar duro’ não é suficiente para ser promovido
Existe uma crença, principalmente entre os mais jovens, de que basta fazer o seu trabalho com qualidade que você será reconhecido pelo seu esforço em algum momento.
Mas não é bem assim que funciona, explica Jeffrey Pfeffer. Só abaixar a cabeça, trabalhar duro e seguir ordens não te faz ser notado. Na verdade, isso costuma ter um efeito reverso: te faz ser ignorado quando surge uma oportunidade de aumento ou promoção.
Afinal, quem você acha que tem mais chances de ser escolhido nesse contexto:
- aquele profissional que faz um bom trabalho mas é calado e nada proativo;
- ou o seu colega que pode não ser tão bom quanto, mas se voluntaria para novos projetos e constrói uma boa relação com o chefe?
Essa é a lógica.
4 dicas práticas para realmente ter a chance de ser promovido, segundo professor de Stanford
Quem entende as regras do jogo corporativo tem muito mais chances de conseguir aquele tão esperado aumento ou promoção.
Veja 4 dicas práticas dadas pelo professor de comportamento organizacional da Stanford e autor de livros como Poder: Por que alguns têm e 7 Regras do Poder: Conselhos Surpreendentes e Genuínos Para Crescer Profissionalmente:
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Invista na relação com seu chefe
Pode até parecer clichê, mas fortalecer os laços com a liderança é muito importante — afinal, são essas pessoas as responsáveis pela sua carreira.
Portanto, não tenha medo de bajular o seu chefe. Pfeffer diz que mesmo pequenos gestos podem fazer diferença, como elogiar a maneira como seu gestor conduziu uma reunião ou até mesmo pedir conselhos profissionais.
Atitudes como essa não só ampliam a conexão com quem te lidera, mas também te colocam no radar quando a chefia está pensando em quem pode assumir novas oportunidades.
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Se posicione e seja participativo
“Os profissionais mais bem-sucedidos se diferenciam dos colegas ao falar abertamente sobre o que querem”, diz o professor de Stanford. Ter clareza sobre onde se quer chegar e se posicionar sobre isso transmite confiança e segurança, duas soft skills cada vez mais valorizadas no ambiente corporativo.
Participar das discussões, fazer perguntas em reuniões, apresentar críticas construtivas e sugerir possíveis soluções já pode te colocar um passo à frente dos demais.
“Ah, mas eu sou tímido”… Bom, não importa se você é introvertido ou extrovertido. Segundo Pfeffer, isso é sobre comportamento, e não sobre personalidade.
No fim das contas, quem se posiciona tende a ganhar visibilidade, chamar a atenção da liderança e aumentar as chances de ser escolhido para novas oportunidades.
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Fazer networking
O professor de Stanford também recomenda construir uma rede de contatos profissionais — seja durante coffee breaks, conversas de corredor ou até mesmo pelo LinkedIn.
Por mais desgastante que o networking seja para alguns, é impossível negar a sua capacidade de abrir portas, ampliando o acesso a vagas não divulgadas publicamente e indicações para promoções.
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A cereja do bolo: se vista bem e de forma profissional
Essa dica “bônus” não tem nenhuma relação direta com o seu trabalho, mas também pode te ajudar: vista-se um pouco melhor e de maneira mais profissional do que as pessoas ao seu redor. “Isso transmite mais confiança e uma maior sensação de competência”, afirma Jeffrey Pfeffer.