A vaga de trabalho para a qual você se candidatou é uma roubada? Saiba como identificar
Procurar por uma vaga de emprego, estágio ou freelance pode facilmente consumir seu tempo tal qual um trabalho CLT. E, em meio ao mar de descrições dos cargos, é importante observar alguns pontos de atenção capazes de sinalizar que uma empresa é tóxica.
Vale destacar que os processos seletivos não são uma ferramenta apenas para a companhia conhecer o candidato. O contrário também é válido.
Ben Askins, cofundador de uma empresa de engenharia ambiental inglesa, aponta quatro fatores a serem considerados. Sozinhos eles até podem parecer inofensivos, mas quando acumulados, requerem cautela, ainda mais em um ambiente de alta competição.
Apesar da taxa de desemprego brasileira ter alcançado seu menor patamar desde 2012, ainda há 5,6 milhões de desempregados, fora quem está com a carteira assinada, mas também busca novos caminhos.
Confira a seguir os pontos de atenção apontados por Askins.
Descrição de cargo pouco clara
Se uma empresa não se importa em fazer um bom trabalho para descrição da vaga, isso pode significar duas coisas para Askins:
“Eles não têm cuidado em outras partes do negócio, o que é um sinal de alerta. Ou eles não entendem o que é o cargo para o qual eles estão recrutando, e isso é um problema pois você terá metas e tarefas mudando, fazendo com que seja muito difícil alcançar sucesso”.
Portanto, qualquer desorganização é um ponto de atenção por poder indicar como é o funcionamento interno da empresa.
Obrigações mascaradas como benefícios
Algumas companhias aproveitam para “recompensar” seus funcionários com vantagens que não passam de obrigações legais. Askins aponta que oferecer essas responsabilidades não é algo que a companhia deve receber reconhecimento, pois é a lei.
Nesse sentido, é importante que o candidato também saiba quais são seus direitos, que variam conforme a categoria do cargo (CLT, PJ ou freelance).
Ausência de indicação sobre salário ou faixa salarial
Não é raro encontrar descrições que definam o salário como “competitivo”, “a combinar” ou “compatível” com o mercado ou com a experiência do profissional. Alguns recrutadores optam até mesmo por não colocar a informação na vaga.
“Muitas vezes, [empresas] tratam esse nível de sigilo como um distintivo de honra, como se fosse um sinal da importância de seu grande trabalho”, afirmou Chris Williams, ex vice-presidente de RH da Microsoft, para Bussiness Insider.
Linguagem corporativa confusa
A falta de comunicação clara e que deixa muitos espaços para interpretação pode indicar que a linguagem pouco clara faz parte do funcionamento da empresa, outro ponto não positivo.
No final das contas, o processo seletivo fala muito sobre o lugar onde o candidato busca trabalhar. E, por isso, é importante entender que a decisão final não é do recrutador, mas de quem está se candidatando.
*Com informações da CNBC.