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A ação que ganha com volumes mais robustos e menores taxas no Plano Safra; acompanhe

24 jun 2024, 17:00 - atualizado em 24 jun 2024, 17:00
kepler weber plano safra
Demanda crescente para equipamentos e investimentos em armazenagem no Plano Safra acaba sendo positivo para uma ação; confira (Foto: Reuters/Adriano Machado)

Na quarta-feira (26), o Governo Federal deve lançar o novo Plano Safra 2024/2025, que permite o financiamento da atividade agrícola na nova temporada.

Werner Roger, gestor e CIO da Trígono Capital, espera valores mais robustos para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns, assim como menores taxas de juros no programa pela queda da Selic, que estava em 13,25% no ano passado, o que pode ser positivo para Kepler Weber (KEPL3), maior produtora de silos para grãos do Brasil.

“Temos um déficit de armazenagem entre 100 e 120 milhões de toneladas no Brasil. Na última década, nossa produção de grãos cresceu 6% ao ano. Fazendo uma projeção mais conservadora de 4% ao ano, são 12 milhões de toneladas a mais por safra nos próximos 10 anos, que deve ficar em 450 milhões de toneladas em 2034, o que significa que vamos precisar de 264 milhões de toneladas de capacidade, o que significa que vamos precisar de 84 milhões de toneladas a mais, isso apenas para acompanhar o aumento de produção, sem tirar o déficit”, analisa.

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Sendo assim, vale ressaltar que, para a produção de 1000 toneladas, há um custo de R$ 1 milhão, o que significa um investimento de R$ 84 bilhões nos próximos 10 anos, para manutenção do mesmo déficit. Para o fim do déficit, Roger projeta o R$ 168 bilhões, o dobro do valor.

Demanda para silos seguirá aquecida

No ciclo passado, foram disponibilizados R$ 6 bilhões para o PCA no Plano Safra, sendo que apenas 70% desse total chegou ao mercado.

“O Brasil teve um terço da necessidade atendida pelo PCA. Esses valores não chegaram aos produtores porque os bancos não querem realizar financiamento de 12 anos, por exemplo, pelo risco mais elevado. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) pede neste ciclo R$ 15 bilhões, com juros de 7,5% – 6,5%, além de um prazo menor, talvez de 8 anos, para fomentar o apetite dos bancos”, discorre.



Roger relembra a “super safra” de 2022/2023 que sofreu com a falta de silos no Brasil, principalmente para as cooperativas, o que prejudica o poder de barganha das empresas e produtores. O país conta com 16% de fazendas com silos, enquanto Argentina e EUA contam com 60% e 80%, respectivamente.

“A partir desse cenário, as cooperativas anunciaram um aumento dos investimentos em relação ao ano passado, principalmente para silos. A Kepler aponta que sua demanda para silos aumentou 30% para fazendas, não para pequenos produtores, mas para grandes empresas como Maggi, Schaefer e Bom Futuro, além de SLC Agricola (SLCE3) e BrasilAgro (AGRO3)”.

A Trígono Capital conta com uma participação de 22,7% na Kepler Weber, sendo a maior acionista da empresa. “Essa é uma tese de logística, e independente do preço dos grãos, vamos precisar estocar e armazenar essas commodities, então essa demanda é crescente. Fora isso, no longo prazo, vamos precisar armazenar SAF e outros biocombustíveis, vejo um cenário de ‘céu de brigadeiro’ para ação, com muito caixa e sem fatores negativos”.

Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo.
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