À espera do PIB de 2025, mercado já recalibra projeções para 2026
Antes de olhar para 2026, o mercado ainda precisa fechar a conta de 2025.
Nesta quinta-feira (19), o Banco Central divulga o IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB. Já no dia 2 de março, o IBGE publica o resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) fechado do ano passado. A expectativa é que o dado confirme um crescimento ainda robusto em 2025, mas com desaceleração na margem, especialmente no segundo semestre.
Segundo a XP Investimentos, a economia perdeu fôlego ao longo da segunda metade de 2025, refletindo condições financeiras mais restritivas e um ambiente de juros elevados. Ainda assim, o crescimento acumulado do ano deve ficar em torno de 2,3%, sustentado pelo desempenho mais forte no início do período e pelo mercado de trabalho resiliente.
Sendo assim, o PIB de 2025 deve mostrar uma economia que começou o ano em ritmo mais acelerado e terminou em velocidade mais moderada.
E 2026?
No relatório macro mensal divulgado em 5 de fevereiro, a XP revisou para cima sua projeção de crescimento do PIB em 2026, de 1,7% para 2,0%.
A expectativa é de uma reaceleração ao longo do ano, apoiada por três principais vetores: avanço da renda real das famílias, expansão do crédito — com destaque para o direcionado — e estímulos específicos via programas voltados a setores como construção civil.
A casa também destaca que as condições financeiras ficaram menos restritivas no início do ano, com melhora no câmbio, na bolsa e na curva de juros, o que pode favorecer a atividade nos próximos trimestres. O cenário incorpora ainda um “carrego estatístico” positivo vindo de 2025.
Para 2027, porém, a leitura é mais cautelosa. A XP projeta desaceleração do crescimento para 1,2%, refletindo a expectativa de menor impulso fiscal e a manutenção de juros reais ainda elevados, o que tende a limitar uma expansão mais vigorosa da atividade no médio prazo.