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A guerra no Oriente Médio e seus efeitos para JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3), segundo os CEOs

09 abr 2026, 12:09 - atualizado em 09 abr 2026, 12:10
Minerva brf frigoríficos jbs
(iStock.com/Henadzi Pechan)

A escalada do conflito no Oriente Médio tem gerado efeitos mistos para as grandes exportadoras brasileiras de proteína animal, combinando pressão logística e aumento de custos com uma demanda resiliente — e, em alguns casos, até mais forte — na região, segundo os CEOs da MBRF (MBRF3), Minerva Foods (BEEF3) e JBS (JBSS32).

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Apesar dos desafios logísticos e do encarecimento do frete, o consenso entre os executivos é que o atual cenário tem sido absorvido pelo mercado, sustentado por uma demanda firme por alimentos — especialmente em regiões dependentes de importação.

No caso da MBRF, o CEO Miguel Gularte destacou que a companhia conseguiu mitigar impactos operacionais graças a um planejamento prévio.

Segundo ele, estoques já haviam sido posicionados estrategicamente no Oriente Médio e na Ásia desde 2024, inicialmente como resposta a questões sanitárias, como os casos de doença de Newcastle em 2024 e a gripe aviária no ano passado, o que acabou funcionando como uma proteção diante da guerra.

Apesar do aumento relevante nos custos logísticos — especialmente com a criação de “taxas de guerra” no frete marítimo —, a empresa conseguiu repassar essas despesas aos clientes. “Os custos foram compartilhados de forma transparente, sem resistência, em um ambiente de demanda aquecida”, afirmou. Segundo o executivo, não há, até o momento, disrupções relevantes no fluxo de entregas.

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Os reflexos para Minerva e JBS

Na Minerva, o CEO Fernando Queiroz ressaltou que a exposição direta da companhia à região em conflito é limitada, inferior a 10% das vendas, o que reduz o impacto imediato. Ainda assim, houve aumento de custos e ajustes logísticos, com redirecionamento de rotas.

Para além do curto prazo, Queiroz destacou um efeito estrutural: o reforço da segurança alimentar como prioridade global.

“Países estão mais preocupados em garantir abastecimento, o que fortalece as relações com regiões exportadoras como a América do Sul”, disse. Segundo ele, a tendência é positiva no médio e longo prazo, com aumento de estoques estratégicos e intensificação do comércio internacional de alimentos.

Já na JBS, o CEO Gilberto Tomazoni afirmou que as operações seguem normalmente, com demanda aquecida nos mercados afetados — inclusive acima da oferta em alguns casos. A companhia atende a região a partir de diversas geografias, como Brasil, Estados Unidos, Europa, Canadá e Austrália.

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Assim como seus pares, a JBS também enfrentou custos logísticos mais altos, tanto no transporte marítimo quanto no deslocamento interno. No entanto, segundo Tomazoni, esses custos foram mais do que compensados pela alta de preços.

O executivo atribui o aumento da demanda a um movimento de formação de estoques ao longo da cadeia, desde importadores até consumidores finais. “Há uma gestão de risco maior, com todos buscando se proteger diante das incertezas”, explicou.

Além disso, mesmo com o ambiente de conflito, as operações industriais da companhia na região — incluindo unidades na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos — seguem em funcionamento.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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