Giro do Mercado

Guerra voltou a pressionar a inflação: Cenário muda e corte da Selic deve ser menor, avalia especialista da Top Gain

17 mar 2026, 15:32 - atualizado em 17 mar 2026, 15:44

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Um dia antes da Super Quarta, o mercado aposta em um corte na Selic menor do que as expectativas anteriores de um reajuste de 0,50 ponto percentual. As perspectivas foram impactadas pelo desenrolar da guerra no Oriente Médio, que levou à disparada nos preços do petróleo.

No Giro do Mercado desta terça-feira (17), a jornalista Paula Comassettto recebe Leonardo Santana, especialista da Top Gain, para comentar os principais acontecimentos que mexem com os mercados globais hoje.

O Banco Central iniciou o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e a aposta da maior parte do mercado é de um corte de 0,25 pp, com a possibilidade de manutenção dos juros no radar. Lá fora, o Federal Reserve também decide sobre o futuro da taxa de juros dos Estados Unidos.

De acordo com Santana, o mercado estava muito otimista com a possibilidade de corte de juros, mas os conflitos geopolíticos reverteram as expectativas. “A grande preocupação é o aumento generalizado de preços, que impede o corte de juros. Estávamos conseguindo controlar a inflação, mas a guerra voltou a pressionar os dados”, aponta o especialista.

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“Na minha opinião, temos um espaço para um corte pequeno de 0,25 pp, assim o [Gabriel] Galípolo tem mais tempo para avaliar os indicadores de inflação e acompanhar a volatilidade do petróleo”, completou.

Em relação à análise do comunicado de amanhã (18), o mercado prioriza a interpretação sobre o tom hawkish ou dovish, para entender os possíveis próximos passos da política monetária, apontou Santana.

No Ibovespa (IBOV), a ação de destaque positivo do dia foi Natura (NATU3), que divulgou o resultado do 4T25. A companhia conseguiu reverter prejuízo e lucrar R$ 186 milhões.

Também no Brasil, o Tesouro Nacional realizou três intervenções em dois dias para aliviar a tensão nos juros futuros. Nesta manhã, o Tesouro recomprou 63% do lote de títulos prefixados em seu leilão.

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Essa intervenção não resolve o problema, que é sentimental do mercado e geopolítico, então precisamos saber o quanto isso ainda vai durar. No curto prazo, ajuda a controlar a alta generalizada e acalma um pouco os ânimos do mercado”, comentou o especialista da Top Gain.

Hoje, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo, integrante do conglomerado Master. Desde o final do ano passado, o Múltiplo estava obre o Regime de Administração Especial Temporária (RAET), que acontece quando a paralisação abrupta de um banco pode representar riscos à estabilidade do sistema financeiro.

No cenário internacional, a Moody’s afirmou um alerta para uma probabilidade de recessão nos Estados Unidos nos próximos 12 meses. A perspectiva vem sobre a pressão que o aumento nos preços da energia pode causar sobre o mercado de trabalho.

Santana avaliou a previsão como exagerada e de baixa probabilidade. De acordo com o especialista, a economia americana é muito forte e resiliente e em qualquer cenário que dê sinais de recessão, o Federal Reserve “tem muito espaço para cortar juros e voltar a estimular a economia”.

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Amanhã, a partir das 18h30, o Giro do Mercado tem uma edição especial Copom. O programa pode ser assistido ao vivo no canal do YouTube do Money Times.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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