Luxo

A maior mansão da cidade de São Paulo é maior que a Casa Branca e paga quase R$ 1 mihão por ano de IPTU

20 jan 2026, 15:02 - atualizado em 20 jan 2026, 14:37
Mansão Safra. Foto: Reprodução/X
Mansão Safra. Foto: Reprodução/X

Em uma cidade acostumada a extremos, poucas construções impressionam tanto quanto a Mansão Safra, considerada a maior residência particular de São Paulo. 

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Localizada no Morumbi, na região do Jardim Everest, a propriedade tem mais de 10 mil metros quadrados de área construída, dimensão suficiente para torná-la maior do que uma das mais emblemáticas residências oficiais de chefes de Estado: a Casa Branca, nos Estados Unidos. 

A casa foi construída por Joseph Safra e hoje faz parte do patrimônio de sua viúva, Vicky Safra. 

Um palácio particular no Morumbi

Erguida em um terreno de cerca de 22 mil metros quadrados, a mansão começou a ser construída nos anos 1990 para a família Safra, uma das mais ricas do país. 

Inspirada no Palácio de Versalhes, a casa foi projetada no estilo Beaux-Arts pelo arquiteto francês Alain Raynaud e decorada por Mica Ertegun, da MAC II de Nova York. 

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O projeto paisagístico é assinado por ninguém menos que Roberto Burle Marx, enquanto a iluminação foi cuidadosamente planejada pela arquiteta brasileira Esther Stiller, reconhecida mundialmente. 

São cinco pavimentos, aproximadamente 130 cômodos, nove elevadores, piscina de padrão olímpico, heliponto e uma infraestrutura pensada para funcionar de forma autônoma. 

A comparação ajuda a entender a escala: 

  • a Casa Branca tem cerca de 5 mil metros quadrados de área construída; 
  • a mansão Safra possui 10.868 metros quadrados, quase a mesma área construída do Palácio da Alvorada. 

Tudo isso em uma residência privada, sem qualquer função pública. 

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Por dentro da mansão Safra

Muros altos, vegetação densa e recuos generosos criam um isolamento raro mesmo para os padrões do Morumbi. Não há placas, fachadas chamativas ou qualquer tentativa de ostentação explícita. 

A grandiosidade se revela aos poucos: primeiro pelo tamanho do terreno, depois pela escala da construção, que ocupa o quarteirão como um pequeno complexo institucional. 

O edifício principal se espalha por cinco andares interligados por nove elevadores, algo praticamente inexistente em residências particulares. 

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Os mais de 130 ambientes incluem grandes salões de recepção, áreas sociais monumentais, alas privadas, espaços de serviço totalmente separados e áreas técnicas invisíveis ao cotidiano da casa. 

A mansão tem sistemas próprios de energia, segurança, circulação e manutenção permitem que o imóvel funcione de forma independente por longos períodos. 

Um refúgio dentro da metrópole

Os jardins cumprem papel central. Mais do que paisagismo, funcionam como uma barreira natural entre a casa e o espaço urbano, garantindo silêncio, privacidade e controle visual.  

A piscina olímpica, integrada ao conjunto, reforça a lógica da escala: nada ali é simbólico ou decorativo. Tudo foi projetado para uso pleno, ainda que discreto.  

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O heliponto completa o desenho, eliminando a dependência do trânsito paulistano e conectando a residência diretamente a aeroportos e outros pontos estratégicos. 

Quanto custou e quanto custa manter

Na época da construção, estima-se que a mansão tenha custado cerca de US$ 11 milhões, valor elevado para os padrões dos anos 1990.  

Segundo a imobiliária de luxo italiana Santandrea, o valor atual da residência está estimado em cerca de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,89 bilhões). 

Manter uma casa desse porte também não é simples. Embora o valor exato do IPTU não seja divulgado, um ranking da Folha mostra que pode girar em torno de R$ 1 milhão por ano. 

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Repórter
Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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