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A realidade econômica pode parecer um filme de terror, mas não é

23 jun 2022, 12:00 - atualizado em 20 jun 2022, 7:13

Acredito que todo mundo tenha visto algum filme de terror pelo menos uma vez na vida, seja para ficar traumatizado ou para perceber que gosta do gênero. No começo da pandemia de 2020, vimos cenas que pareciam vir diretamente de um desses tipos de filmes, tanto para as pessoas quanto para a economia.

Várias pessoas encaram o mercado financeiro como algum tipo de monstro que irá sugar todos seus investimentos (seria um chupa-cabra pós-moderno?), mas, na realidade, não é assim. Suas escolhas poderiam impactar a sua sobrevivência em um filme de terror e no mercado financeiro, juntamente com as armas que você tem ao seu alcance.

Podemos encarar o “monstro/serial killer/assombração” como as imprevisibilidades que afetam o mercado, muitas vezes não sabendo a sua forma, quando e como irá agir. As nossas armas seriam relatórios, conhecimento prévio (estudos sobre mercado financeiro) e consultores de investimentos. O nosso papel no filme de terror seria definido pelo nosso perfil de investimento quando o monstro aparecesse.

Ninguém tem bola de cristal para saber exatamente quando a “criatura que não é de Deus” irá mostrar a cara, mas é sempre bom ter autoconhecimento para ter uma ideia de como seria a sua reação. Em situações de perigo, o nosso instinto pode dar três respostas diferentes: fugir, congelar ou lutar.

A mordida do monstro

Na terça-feira (14/06), o Ibovespa teve uma queda de 0,52% (oitava queda consecutiva), diversas criptomoedas tiveram uma desvalorização superior a 20% (nos últimos 7 dias), a taxa Selic se encontra em 13,25%. Esse massacre deixou muita gente “no chão”, principalmente quem tinha apostado em cripto depois do dia 7.

Não podemos perder aquele olhar esperançoso de que tem luz no fim do túnel, muitos ativos (incluindo criptoativos) estão baratos e uma taxa Selic alta favorece o investimento em diversos títulos. Entretanto, não vale se afobar, pois isso nunca termina bem. Antes de mais nada, busque saber o seu perfil como investidor, após isso, você receberá uma recomendação de carteira com base nele.

 

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Seu papel em um filme de terror e o seu perfil de investidor

Quem já assistiu um filme de terror já deve ter se perguntado se sobreviveria até o final ou se seria o primeiro a virar “estatística”. Tentaremos ter uma noção com base em como você agiria como investidor:

Meteu o pé antes da “festa” ou o “preparado” / Investidor Conservador

Esse papel representa aquele personagem que foi embora antes do problema aparecer ou se tornar pior. Alguns telespectadores julgam como covarde, mas pelo menos sobreviveu para contar a história. Pode também ser muito bem alguém que já encontrou o ser monstruoso antes e se preparou grande parte da vida para tentar destruí-lo. Pode aparecer na metade/fim do filme e, quando morre, costuma ser um dos últimos. 

O investidor conservador procura blindar o seu patrimônio, evita risco ao máximo e normalmente se beneficia de uma taxa Selic alta. Grande parte da sua carteira de investimentos é formada por ativos seguros (Títulos do Tesouro, LCIs, LCAs, debêntures e outros). Em troca dessa segurança, costuma ter pouco retorno.

Possível sobrevivente / Investidor Moderado

Nos filmes de terror, é aquele personagem que não parece ser muito importante. Acaba tomando atitudes não muito seguras, mas nada tão grave (correr de dia no meio de uma floresta, olhar o olho mágico de alguma porta, fica na dúvida se acredita ou não em alguém que disse que viu a criatura).

Em grande parte do filme, sabe que tem algo errado mas pode não reconhecer a seriedade da situação, costuma acompanhar o(a) protagonista e raramente apresenta alguma atitude heroica.

No seu papel de investidor, procura correr certos riscos para obter ganhos maiores. A sua carteira apresenta tanto investimentos de perfil conservador, quanto investimentos mais arriscados. Os seus investimentos mais arriscados seriam algumas ações, criptoativos e determinados fundos imobiliários. Dependendo da carteira, pode ter perdas ou ganhos moderados.

Vítima precoce, herói ou o último de pé / Investidor Agressivo

A vítima precoce costuma ser o personagem que não tem medo de se arriscar por tolice e normalmente toma atitudes sem pensar, como por exemplo: ficar de casal no meio da floresta, ir verificar algum barulho, abrir algum armário, olhar embaixo de uma cama, achar que o monstro faz parte de alguma pegadinha e outras atitudes do tipo. 

Outro tipo de personagem que não tem medo de se arriscar é o herói, sendo movido pela coragem no lugar da tolice. Tenta matar a criatura de um jeito ou de outro, consegue ou morre tentando.

As diferenças do único sobrevivente para o que meteu o pé antes do “circo pegar fogo” são que o último sobrevivente fica até o final do filme, passou por diversas dificuldades e não foi embora ao primeiro sinal de problema. O único sobrevivente não necessariamente tomou atitudes heroicas, mas foi mais inteligente do que os outros personagens, não faz questão de matar a criatura e sim de sobreviver, movido pelo desespero. Tende a terminar ferido ou traumatizado. Quando algum filme tem sequência, costuma voltar como o preparado.

O investidor agressivo valoriza mais o risco em obter maiores retornos, em função de uma grande parte da segurança de seu patrimônio. Frequentemente opta por criptoativos, ações, opções, fundos imobiliários e contratos futuros.

 

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Boa sorte! Leve uma lanterna, não olhe para trás e, acima de tudo, não fique sozinho…

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