Ações da MRV&Co (MRVE3) têm dia de montanha-russa após venda de ativo nos EUA; o que dizem os analistas?
As ações da MRV&Co (MRVE3) vivem um dia de forte volatilidade na bolsa de valores (B3) nesta terça-feira (31), após a companhia anunciar a venda de mais um ativo imobiliário nos Estados Unidos (EUA).
Na abertura do pregão, os papéis chegaram a subir mais de 4%, cotados a R$ 7,87. Ao longo da sessão, porém, o movimento se inverteu, e, por volta das 13h24 (horário de Brasília), as ações caíam 0,13%, negociadas a R$ 7,57. Acompanhe o tempo real.
Saída dos EUA
O grupo MRV&Co vem avançando cada vez mais na execução do plano de desinvestimento da Resia, sua subsidiária norte-americana.
Isso porque, na véspera (30), a companhia informou que concluiu a venda do empreendimento Tributary, localizado no estado da Geórgia (EUA), por US$ 73,3 milhões, na maior alienação de um único ativo no exterior, segundo o Citi.
Na avaliação do banco, a transação reforça o foco estratégico da construtora na desalavancagem das operações internacionais, ao mesmo tempo em que direciona capital e atenção da gestão para o principal negócio do grupo: a habitação popular no Brasil.
Com essa venda, somada a outras já anunciadas, o total de terrenos vendidos no primeiro trimestre de 2026 nos Estados Unidos alcança US$ 91,5 milhões, cerca de R$ 480 milhões.
Aliado à visão do Citi, o Itaú BBA destacou que a MRV&Co deve receber o valor integral do empreendimento Tributary em parcela única, o que tende a contribuir para a redução da alavancagem da Resia.
“Embora o preço da transação tenha ficado cerca de 5% abaixo do esperado, a administração optou por concluir a transação em meio a um cenário macroeconômico desafiador”, destacou o banco, que avaliou a operação como positiva.
Foco no Brasil
O plano de desinvestimento da Resia prevê aproximadamente US$ 800 milhões em vendas de terrenos até o final 2026. Até o momento, cerca de US$ 241 milhões já foram realizados.
Durante evento realizado com investidores no último dia 10, a MRV&Co reforçou que o seu foco está concentrado no Brasil, especialmente para aproveitar o bom momento da construção civil.
“Entendemos que o foco total no Brasil é o caminho para termos um próximo triênio muito forte. Agora, precisamos fazer essa desalavancagem da Resia da forma mais geradora de valor possível”, disse o copresidente da MRV&Co, Rafael Menin.
“A gente poderia fazer isso muito rápido e colocar muito caixa para dentro da empresa. Mas vendas aceleradas também podem destruir valor. Queremos alienar esses ativos nos EUA com a melhor cadência”, afirmou.