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Ações da Oracle caem com altos gastos com IA e planos de endividamento assustando investidores

11 jun 2026, 8:25 - atualizado em 11 jun 2026, 8:25
Oracle
Oracle reportou resultados nesta terça-feira e a reação do mercado foi a pior possível. (Imagem Facebook/Oracle Brasil)

As ações da Oracle caíam nesta quinta-feira depois que os planos de gastos de capital da gigante da nuvem, superiores ao esperado, alimentaram preocupações com o aumento vertiginoso dos custos dos data centers de IA, ofuscando os sólidos resultados trimestrais.

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As ações da empresa sediada em Austin, Texas, caíam 7,2%, para US$186,70, no pré-mercado e estavam a caminho de corroer mais de US$40 bilhões da avaliação de mercado da empresa, caso as perdas se mantivessem.

A queda também pesava sobre o setor europeu de TI, que já estava sob pressão após um rebaixamento pelo UBS Global Wealth Management. As ações da SAP despencavam 4,4%, enquanto as da Capgemini caíam 3,6%.

Enquanto a Oracle se esforça para acompanhar o ritmo de seus rivais de hiperescala, sua dívida crescente e fluxos de caixa pressionados estão alimentando dúvidas sobre quando esses gastos massivos serão recompensados.

A Oracle informou na noite de quarta-feira que espera despesas de capital de até US$95 bilhões no ano fiscal de 2027, com planos de levantar quase US$40 bilhões por meio de uma combinação de financiamento por dívida e capital em 2027.

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A empresa gastou US$55,66 bilhões no ano fiscal de 2026, superando sua meta de US$50 bilhões, após um anúncio em fevereiro de que pretendia levantar US$50 bilhões por meio de vendas de dívida e ações.

“Ao contrário dos chamados ‘hyperscalers’…, a Oracle não está sentada em uma pilha de dinheiro nem gerando enormes quantidades de fluxo de caixa ao entrar neste ciclo de gastos”, disse Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell.

“Isso a deixa mais à mercê dos mercados quando se trata de financiar qualquer investimento, e os investidores parecem estar relutantes em relação aos planos de levantar mais US$40 bilhões.”

No entanto, analistas do J.P. Morgan veem isso como uma compensação necessária para impulsionar um crescimento mais forte da receita no longo prazo.

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A corretora afirmou que a demanda constante deve sustentar o otimismo dos investidores, desde que o negócio de nuvem da Oracle continue crescendo mais rapidamente do que o das principais hiperescaladoras.

O J.P. Morgan, no entanto, apontou alguns riscos de execução, incluindo a expansão de data centers, a manutenção das reservas e o gerenciamento de sua crescente carga de dívida.

O Morgan Stanley espera que a emissão global de dívida relacionada à IA mais que duplique, chegando a quase US$570 bilhões em 2026, com os gastos das hiperescaladoras previstos para ultrapassar US$1 trilhão até 2027.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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