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Ações de frigoríficos operam mistos após relato de peste suína tradicional no país

11/10/2019 - 11:22
Suínos Porco Agronegócio
Frigoríficos sofreram pouco impacto nas negociações após o Ministério da Agricultura informar, um foco de peste suína clássica (Imagem: Reuters)

Por Investing.com 

As ações dos frigoríficos sofreram pouco impacto nas negociações após o Ministério da Agricultura informar, na noite de quinta-feira, um foco de peste suína clássica (PSC) no Estado de Alagoas, em área fora da zona livre da doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) no país, e o caso não deve resultar em prejuízos para a indústria brasileira, segundo nota do governo.

Com isso, as ações dessas empresas operam em sentidos mistos na B3. Os papéis da JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) sobem, respectivamente, 0,86% a R$ 29,40 e 0,35% a R$ 11,49. Já as ações da BRF (BRFS3) e da Minerva (BEEF3) caem, respectivamente, 0,46% a R$ 36,69 e 0,68% a R$ 10,26.

Entenda a doença

A PSC não tem nenhuma relação com a peste suína africana, doença sem registro nas últimas décadas no Brasil e que tem dizimado criações na Ásia, aumentando o comércio de proteína animal no mercado global, com a China ampliando importações para suprir sua demanda, incluindo de produtos brasileiros.

A peste suína clássica e a peste suína africana são doenças virais graves que infectam suínos, segundo a Embrapa. Mas, de acordo com informação de site da estatal de pesquisa agropecuária, a peste africana é “mais severa”, sendo uma doença viral “devastadora”.

A peste suína africana já ocorreu no Brasil no final da década de 1970, tendo sido erradicada e “atualmente a doença é considerada exótica no país”, conforme informação da Embrapa.

O foco da PSC foi confirmado no município de Traipu, em criatório de suínos, sem vínculo com sistemas de produção tecnificados e já foi notificado à OIE, disse o ministério, que observou que a última ocorrência de PSC em Alagoas havia sido registrada em 1994.

Segundo o ministério, desde a confirmação do foco de PSC, a propriedade foi interditada e o serviço veterinário estadual realizou o sacrifício e destruição de todos os suínos da propriedade, entre outras medidas.

Zona livre de PSC e impacto nos negócios

A zona livre de PSC do Brasil concentra mais de 95% da indústria suinícola brasileira. Toda a exportação brasileira de suínos e seus produtos são oriundos da zona livre, que incorpora 15 estados (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC) e o Distrito Federal e não registra ocorrência da doença desde janeiro de 1998.

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“O estado de Alagoas faz parte da zona não livre de PSC, juntamente com outros dez estados (AM, RR, PA, AP, MA, PI, CE, RN, PB e PE) e essa nova ocorrência não interfere no status da zona livre de PSC reconhecida pela OIE, não justificando impactos no comércio internacional de suínos e seus produtos”, disse o diretor substituto do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Bruno Cotta, em nota.

Os limites entre as zonas livre e não livre de PSC são protegidos por barreiras naturais e postos de fiscalização, onde procedimentos de vigilância e mitigação de risco para evitar a introdução da doença são adotados continuamente, disse o ministério.

A PSC é uma doença de notificação obrigatória no Brasil, que acomete somente suínos, não sendo transmitida ao ser humano ou outras espécies.

Última atualização por Rafael Borges - 16/12/2019 - 14:44