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Ações do setor imobiliário podem subir mais de 100%, apesar dos problemas da economia

05 nov 2021, 9:56 - atualizado em 05 nov 2021, 9:56
Eztec EZTC3
Eztec tem potencial de valorização de 113%, a R$ 40 até o fim do ano, o maior do setor (Imagem: Money Times/Gustavo Kahil)

No momento em que o Ibovespa deixa os investidores desgostosos, ao acumular uma queda de 13,11% sobre o fim do ano passado, pode parecer loucura investir em ações – ainda mais, se o potencial de alta for astronômico. Mas, no que depender da Inter Research, isso é totalmente factível.

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Para o Inter, o setor de construção civil guarda ações muito promissoras. Gustavo Caetano, analista que assina o relatório do banco, enxerga grande potencial de valorização para as empresas do setor imobiliário, como Cyrela (CYRE3), Eztec (EZTC3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3) até o fim do ano.

Caetano avalia que o sucesso majoritário na gestão de custos, repasse de preços e indexação dos contratos de venda serão os principais responsáveis pelo desempenho satisfatório das companhias.

O analista vê um upside de 106% para a Cyrela, a R$ 30; de 113% para a Eztec, a R$ 40; de 68% para a Tenda, a R$ 31; e de 88% para a Direcional, a R$ 19.

No entanto, a perspectiva positiva para o mercado se justifica apesar do contexto macroeconômico arriscado para as imobiliárias.

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Onde estão os riscos

O aumento do risco fiscal e a alta inflacionária são vistos como os principais riscos para a construção civil, devido ao impacto dos juros no financiamento imobiliário e consequente restrição no acesso ao crédito para aquisição de imóveis.

O cenário, portanto, provoca a volatilidade desses papéis, em época de resultados operacionais do terceiro trimestre.

A Tenda (TEND3) divulgou seu balanço financeiro na véspera (4), e registrou queda de 90% em seu lucro líquido em comparação com o mesmo período do ano anterior, a R$ 6,4 milhões.

Apesar disso, Sergio Berruezo, analista da Ativa Investimentos, calculou um upside de 92,5% nos papéis da companhia, afirmando que “a perenidade da demanda e a competitividade do preço de seus imóveis permitiram à construtora repassar parte do impacto da inflação dos insumos para o preço das suas unidades sem arrefecer a velocidade de vendas”.

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O analista do Inter resume as perspectivas como desafiadoras neste semestre, mas ressalta margens positivas de vendas. “Cabe destacar que o forte desempenho operacional do setor deverá ser alcançado apenas com uma melhora geral no ambiente de juros.”

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Repórter
Jornalista formada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e repórter no portal Money Times, com passagem pela redação da Forbes Brasil. Atualmente escreve e acompanha notícias sobre economia, empresas e finanças.
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