Acordo da Argentina com o FMI acende uma luz para o começo do fim das ‘retenciones’

Giovanni Lorenzon
28/01/2022 - 13:31
Argentina
Fluxo de exportações pelos portos argentinos caiu muito desde a implantação do imposto de exportação (Imagem: REUTERS/Agustin Marcarian)

Para além das expectativas positivas diretas para a cambaleante economia da Argentina, sobram outras indiretas ao agronegócio exportador com o acordo que o governo Alberto Fernández anunciou com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A possibilidade de novos instrumentos para controle de inflação, via redução do déficit e algum grau de expansão pública moderada por um ajuste fiscal menos rígido, segundo as primeiras informações que foram anunciadas, poderão ser o primeiro passo para a eliminação das ‘retenciones”.

O imposto de exportação foi adotado ainda pelo ex-presidente Maurício Macri, penalizando especialmente os setores de soja e derivados, milho e carne bovina. E o atual mandatário deu continuidade e, também, adicionou controles de preços internos para mais de 1,2 mil itens.

Pagando para exportar, o produtor mantinha um pouco mais dos produtos no país, sem ‘importar’, para os consumidores domésticos, os preços internacionais das commodities.

A Argentina perdeu bilhões em divisas e a inflação pouco cedeu, continuando entre as mais altas do mundo. Até novembro, passava dos 45% no acumulado de 2021.

De certo modo, a menor oferta do país nos mercados internacionais também acabou a entrar nos preços, ainda que, no mesmo período, as safras brasileiras e americanas batiam recordes.

O câmbio é outra variável que pode ajudar em parte da recuperação se o acordo com o FMI, que reestrutura a dívida de US$ 40 bilhões, de fato funcionar.

Última atualização por Giovanni Lorenzon - 28/01/2022 - 13:42

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