Açúcar sobe em Nova York com previsão de redução do excedente global
Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na bolsa ICE subiram nesta terça-feira, com sinais de que o excedente de oferta poderá diminuir no futuro.
O açúcar bruto fechou em alta de 0,37 de centavo, ou 2,6%, a 14,63 centavos por libra-peso, após atingir uma mínima de dois meses e meio de 14,13 centavos na segunda-feira.
As notícias vindas da Conferência Anual da Indústria Açucareira de Dubai foram razoavelmente “altistas”.
Um excedente global menor de açúcar, de 1,4 milhão de toneladas métricas, é previsto para a temporada 2026/27, abaixo dos 4,7 milhões em 2025/26, disse Claudiu Covrig, analista-chefe de agricultura da Covrig Analytics, na conferência.
A produção de açúcar na região centro-sul, principal produtora do Brasil, aumentará de 40,77 milhões de toneladas em 2025/26 para 40,9 milhões em 2026/27, disse a consultoria Datagro, com sede no Brasil, mas as usinas estarão interessadas em produzir etanol no início da colheita.
A refinaria da Al Khaleej Sugar nos Emirados Árabes Unidos, a maior refinaria de açúcar portuária do mundo, está operando a 70% da capacidade, disse seu diretor-gerente.
O preço do açúcar branco subiu 3,1%, para US$417,60 a tonelada métrica.
Cacau
O cacau em Londres fechou em alta de 91 libras, ou 3%, a 3.088 libras por tonelada, após ter atingido na sexta-feira o menor valor em mais de dois anos, 2.728 libras.
Os negociantes observaram que os processadores locais de cacau na Costa do Marfim, principal produtor, estão se recusando a comprar grãos para a safra intermediária, exigindo reduções de preço.
“Até o momento, nenhuma quantidade da safra intermediária que se aproxima teria sido vendida, o que poderia causar mais agitação entre os agricultores”, observaram.
A Costa do Marfim disse na semana passada que compraria oficialmente 100.000 toneladas de excedente de cacau porque os exportadores se recusavam a pagar o preço determinado pelo governo aos agricultores.
O cacau negociado em Nova York subiu 2,1%, para US$4.300 a tonelada, após atingir a menor cotação em mais de dois anos, a US$3.931, na sexta-feira.
Café
O café arábica fechou em queda de 16,15 centavos, ou 4,8%, a US$3,171 por libra-peso, após atingir uma mínima de cinco meses e meio de US$3,1480.
A corretora ADMIS disse que o café está passando por uma liquidação substancial, uma vez que rompeu os níveis de suporte técnico, e o maior produtor, o Brasil, teve chuvas satisfatórias nos últimos dois meses.
“Os agrônomos alertam que a temporada ainda não terminou, mas as perspectivas parecem ter tomado um rumo positivo”, disse a corretora.
O café robusta caiu 5,4%, para US$3.810 por tonelada.