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Aeroportos da Ásia retomam protocolos da Covid-19 após surto do vírus Nipah na Índia

29 jan 2026, 11:21 - atualizado em 29 jan 2026, 11:21
Vírus Nipah. Imagem gerada por IA
Vírus Nipah. Imagem gerada por IA

A confirmação de um surto do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental acendeu um alerta que ultrapassou as fronteiras do país. Mesmo com poucos casos registrados, o histórico de alta letalidade do vírus e sua classificação como prioridade máxima pela Organização Mundial da Saúde (OMS) bastaram para colocar aeroportos e fronteiras da Ásia em estado de atenção.

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Antes que o vírus se espalhe para outros países, governos asiáticos decidiram compartilhar informações, reforçar controles e tratar o problema como ele é visto hoje: pequeno em números, mas elevado em potencial. A taxa de letalidade do vírus Nipah pode chegar a até 75% entre os infectados.

Aeroportos retomam papel de linha de frente

Países como Tailândia, Nepal, Taiwan, Singapura, Hong Kong, Malásia, Indonésia e Vietnã anunciaram o fortalecimento de protocolos sanitários em aeroportos e pontos de entrada. As medidas lembram, em menor escala, os procedimentos adotados nos primeiros meses da pandemia de Covid-19.

Na Tailândia, passageiros procedentes de Bengala Ocidental passaram a enfrentar triagem de temperatura, avaliação de sintomas e receber orientações formais sobre como agir caso desenvolvam sinais da doença após a chegada.

Viajantes que desembarcam com febre elevada ou sintomas compatíveis com infecção podem ser direcionados imediatamente para isolamento.

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Autoridades tailandesas informaram que não há casos confirmados no país, mas destacaram que o objetivo é impedir a entrada do vírus por via aérea, sobretudo em rotas diretas, como a ligação entre Kolkata e Phuket.

Fronteiras abertas impõem desafio ao Nepal

No Nepal, o cenário é diferente: a fronteira terrestre com a Índia é longa, aberta e movimentada diariamente. Diante disso, o governo elevou o nível de alerta sanitário e instalou pontos de triagem no Aeroporto Internacional de Katmandu e nos principais postos de travessia terrestre.

Hospitais e unidades de saúde em áreas fronteiriças receberam instruções para identificar rapidamente sintomas suspeitos e notificar as autoridades centrais. O governo reconhece a dificuldade de controlar o fluxo, mas considera a vigilância essencial.

Taiwan mantém vigilância reforçada sobre o Nipah

Taiwan optou por uma abordagem institucional. Autoridades de saúde anunciaram planos para enquadrar o vírus Nipah como doença de notificação compulsória no nível mais alto, reservado a infecções emergentes graves.

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A proposta ainda passará por consulta pública, mas indica que o país trata o risco como permanente, e não episódico. Atualmente, Taiwan mantém alertas de viagem para regiões da Índia que já registraram casos da doença no passado.

Singapura e o Sudeste Asiático em estado de atenção

Singapura anunciou triagem de temperatura em voos provenientes de áreas afetadas e intensificou o intercâmbio de informações com autoridades do Sul da Ásia. Hong Kong, Malásia, Indonésia e Vietnã também reforçaram os controles sanitários em aeroportos internacionais.

O foco comum é a identificação precoce de sintomas como febre alta, problemas respiratórios e sinais neurológicos, associados às formas mais graves da infecção pelo vírus Nipah.

Por que o vírus Nipah gera tanta preocupação

O vírus Nipah não é novo, mas permanece entre os mais temidos. Ele circula entre morcegos frugívoros e pode infectar humanos por meio de alimentos contaminados, contato com animais ou, em casos mais raros, transmissão entre pessoas.

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A letalidade estimada varia entre 40% e 75%, dependendo da intensidade do surto. Os sintomas vão de quadros respiratórios a encefalite grave, frequentemente fatal.

Não existe vacina nem tratamento específico.

Apesar do potencial de gravidade, autoridades de saúde ressaltam que a transmissão do Nipah não é simples e costuma exigir contato próximo e prolongado. Não se trata de um vírus de disseminação rápida, como foi a Covid-19.

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Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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