Agricultura

AFBF: prejuízo no campo deve persistir em 2026 nos EUA, mesmo com ajuda federal

23 jan 2026, 17:27 - atualizado em 23 jan 2026, 17:27
banco do brasil produtores rurais
(Imagem: Reuters/Jorge Adorno)

Os produtores agrícolas dos Estados Unidos (EUA) devem enfrentar mais um ano de margens negativas em 2026, com os custos de produção projetados em aumento para as nove principais culturas, segundo alerta emitido pelo American Farm Bureau Federation (AFBF), considerada a maior organização agrícola independente do país.

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A entidade destaca que, embora os programas de auxílio federal ofereçam suporte, eles não são suficientes para cobrir a lacuna entre as despesas operacionais inflacionadas e os preços deprimidos das commodities. A análise mostra que as perdas líquidas no setor devem ultrapassar US$ 50 bilhões, considerando os últimos três anos-safra.

De acordo com a atualização de dezembro do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS) do Departamento de Agricultura do país (USDA), os custos totais por acre aumentarão entre 2,2% e 3,3% em 2026 para culturas como milho, soja, trigo, algodão e arroz. O arroz, o amendoim e o algodão permanecem como as culturas mais caras de se produzir, com custos estimados em US$ 1.336, US$ 1.194 e US$ 965 por acre, respectivamente.

A alta é impulsionada principalmente por despesas com juros, fertilizantes, combustível e mão de obra, que permanecem bem acima dos níveis pré-2021.

Apesar do anúncio recente do USDA sobre a liberação de US$ 12 bilhões em auxílio via Programa de Assistência Agrícola (FBA), com pagamentos diretos previstos para até 28 de fevereiro, a AFBF calcula que os retornos sobre os custos totais permanecerão negativos. Mesmo após calcular a assistência federal, os produtores de arroz enfrentam perdas estimadas de US$ 210 por acre, seguidos pelos de algodão (US$ 202), milho (US$ 87) e soja (US$ 61).

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A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, afirmou que os recursos são para auxiliar no planejamento do plantio da primavera, mas a federação adverte que o auxílio apenas retarda a erosão do capital de giro sem restaurar a lucratividade.

Diante deste cenário de “ponto de ruptura econômico”, o setor agrícola intensifica a pressão por soluções de mercado, como a aprovação da venda de E15 durante todo o ano para fortalecer a demanda interna.

O Farm Bureau também alerta que as melhorias na rede de segurança previstas na nova legislação agrícola (OBBBA) só entrarão em vigor em outubro de 2026, deixando muitas operações vulneráveis no curto prazo e dependentes de medidas provisórias que não resolvem o desequilíbrio estrutural entre custos elevados e baixa receita.

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