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Afinal, quais são as melhores ações do setor de saúde para encarar o coronavírus?

13 abr 2020, 18:16 - atualizado em 13 abr 2020, 18:16
Exceção: Alliar é a única empresa com recomendação negativa do Safra (Imagem: Divulgação/Alliar)

O Banco Safra iniciou a cobertura do setor de saúde com a análise de sete papéis. A cargo de Renato Boiati e Rafael Une, o relatório de estreia alerta para a grande volatilidade do mercado no curto prazo, contagiado pela pandemia de coronavírus.

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Por isso, a dupla concentra-se nas perspectivas de longo prazo de cada empresa.

“Acreditamos que é primordial focar nas verdadeiras fontes de valor de cada empresa, motivo pelo qual concentramos nossa atenção em seu real poder de gerar ganhos, e como os lucros se comportarão no longo prazo”, dizem.

É claro que isso não significa ignorar o impacto da pandemia sobre as empresas. “É de extrema importância estarmos confortáveis de que as companhias serão capazes de navegar nesta tempestade em relativa segurança”, afirma o Safra.

Assim, o banco destaca a liquidez das empresas no curto prazo e sua capacidade de honrar as dívidas.

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Devagar com a empolgação

Pode parecer óbvio que empresas do setor de saúde lucrem com uma pandemia, mas o Safra lembra que isso não é, necessariamente, verdade. O motivo é que fatores macroeconômicos não ajudarão ninguém – nem mesmo esse mercado.

Destaque: Hapvida é a favorita do Safra, por sua capacidade de conquistar novos mercados (Imagem: Divulgação/Hapvida)

Basta lembrar que os planos de saúde bancados por empresas privadas para seus funcionários são um dos pilares do setor, e não os planos individuais. Diante do aumento do desemprego, causado pelo coronavírus, basta imaginar o efeito-dominó.

Das sete ações do setor de saúde que o Safra passou a cobrir, cinco obtiveram recomendação de outperform (desempenho esperado acima da média do mercado).

São eles: Hapvida (HAPV3), NotreDame (GNDI3), Fleury (FLYR3), Hermes Pardini (PARD3) e Qualicorp (QUAL3).

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Uma ação recebeu recomendação de marketperform: Odontoprev (ODPV3). A única a receber recomendação de underperform (desempenho esperado abaixo da média) foi a Alliar (AALR3).

A favorita

A top pick do setor, para o Safra, é a Hapvida, cujo preço-alvo é de R$ 70,40. O banco projeta um crescimento médio anual de 20% para o lucro por ação da companhia nos próximos três anos (ante o consenso de mercado, citado pelo próprio Safra, de 30%).

De qualquer modo, o relatório ressalta que a Hapvida “está bem posicionada para continuar entregando sólidos ganhos de mercado na indústria de saúde brasileira, devido ao seu rigoroso controle de custos, foco na jornada dos pacientes e experientes, e focados no longo prazo, gestores e controladores”.

As recomendações do Safra para as empresas de saúde.

Empresa Ticker Preço-alvo (R$) Recomendação Upside (%)
Hapvida HAPV3 70,4 Outperform 44
NotreDame GNDI3 65,8 Outperform 26
Alliar AALR3 10,64 Underperform -14
Fleury FLYR3 28,5 Outperform 32
Odontoprev ODPV3 14,6 Marketperform 3
Hermes Pardini PARD3 27 Outperform 38
Qualicorp QUAL3 28,4 Outperform 18
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Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
marcio.juliboni@moneytimes.com.br
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.