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Ágora Investimentos: venda as ações da Usiminas, antes que elas caiam 16%

06 abr 2020, 19:45 - atualizado em 06 abr 2020, 19:45
Usiminas
Cenário negativo: para a Ágora, mercado ainda não percebeu todo o impacto do coronavírus na Usiminas (Imagem: twitter/Usiminas)

A Ágora Investimentos rebaixou a recomendação para as ações da Usiminas (USIM5) de neutra para venda. Ao mesmo tempo, cortou o preço-alvo de R$ 5 para R$ 3,90. O novo valor representa um potencial de queda de 16% sobre a cotação de referência da gestora.

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A revisão foi motivada pela decisão da Usiminas de paralisar dois altos-fornos em Ipatinga (MG) e a linha de laminação em Cubatão (SP). Para a Ágora, as medidas trarão sérias consequências. O ebitda projetado pela gestora para 2020, por exemplo, foi reduzido em 70%, para R$ 460 milhões.

No segundo trimestre, que deve registrar os maiores impactos da paralisação, o ebitda deve ficar negativo em R$ 290 milhões, de acordo com os analistas Thiago Lofiego e José Cataldo, que assinam o relatório.

Corda no pescoço

A deterioração do caixa fará a relação dívida líquida/ebitda disparar neste ano para 8,8 vezes, ante 1,7 vez em 2019. A projeção inicial da Ágora era de 2,7 vezes em 2020. Entre os pontos fracos da Usiminas, está seu baixo poder de negociação.

Os analistas observam que, no mercado interno, a siderúrgica vende bobinas de aço laminadas a quente com um desconto de 10% a 15% em relação às importadas.

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A situação pode ficar ainda pior, com a queda da demanda mundial por aço, no rastro do coronavírus, e o inevitável recuo dos preços. No mercado chinês, a Ágora estima que a tonelada da bobina a quente, no mercado à vista, caia de US$ 410 para US$ 390.

Outra preocupação da gestora é a queima de caixa da Usiminas, calculada em R$ 750 milhões neste ano. “Acreditamos que as ações ainda não refletem os danos nos lucros e no balanço da empresa nos próximos trimestres”, resumem os analistas.

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Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
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