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Agrishow: Dirigentes mostram otimismo com a feira, apesar de cenário adverso no setor agro

01 abr 2026, 16:02 - atualizado em 01 abr 2026, 16:03
Agrishow agronegócio
(Foto: Divulgação)

O cenário de baixos preços de grãos, aliado à alta de custos para a agricultura, sobretudo combustíveis e fertilizantes – consequência da guerra no Oriente Médio -, é pontual e o setor de máquinas agrícolas e tecnologia “pensa a longo prazo”, disse nesta quarta-feira (1), o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan.

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O executivo, que também é primeiro vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), participa, nesta manhã, de coletiva de apresentação da 31ª Agrishow, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).

“O agronegócio não para, não importa a conjuntura que estamos vivendo, nem a atual situação mundial”, reforçou Marchesan. “Temos que tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.” Ele lembrou que o setor deve superar o atual “cenário adverso”. “Já passamos por situações assim e vamos passar por essa também; não é momento para pessimismo.”

Também presente à coletiva, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, concordou que o momento é “desafiador” para o segmento de equipamentos agrícolas.

Mesmo assim, “conjunturalmente”, Estevão disse que o Brasil precisaria aumentar a área semeada, nos próximos sete anos, entre 12 milhões e 15 milhões de hectares para elevar em 40% a exportação de alimentos. “Ou seja, estruturalmente, se olharmos para a frente, estamos bem.”

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É importante lembrar, ressaltou o representante da CSMIA, que, apesar do cenário atual, o setor de máquinas “olha sempre a médio e longo prazo”. “A indústria não faz planejamento para um, dois anos, mas para um prazo bem maior, de décadas.”

Ele disse que, apesar de o mercado, atualmente, ter ficado “um pouco mais difícil”, o setor de máquinas e equipamentos agrícolas “não para de fazer investimentos em produção e produtividade, nem o agricultor”. Por isso, complementa, há “otimismo” em relação à feira deste ano em Ribeirão Preto.

Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, o momento é de “reagir, arregaçar as mangas e ir para a frente”.

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