Guerra Comercial

Alckmin diz que Brasil está preparando acordos comerciais setoriais atualizados com México

29 ago 2025, 4:58 - atualizado em 29 ago 2025, 4:53
Geraldo Alckmin
Biocombustíveis e baterias para carros elétricos interessam aos dois lados, diz Alckmin (Reuters/Adriano Machado)

O Brasil e o México planejam assinar acordos comerciais complementares em agosto do ano que vem, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (28), após reunião com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

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As autoridades assinaram acordos preliminares em agricultura, saúde e biocombustíveis, disse Alckmin em uma coletiva de imprensa na Cidade do México.

O Brasil está buscando enviar mais carne bovina para o México, que recentemente ultrapassou os Estados Unidos como o segundo maior destino da carne brasileira.

No entanto, o México exige “rastreabilidade” do gado, disse Alckmin, o que o Brasil está procurando cumprir.

“Nós vamos cumprir a rastreabilidade. Mas isso tem um cronograma. Então, o que nós queremos é que não interrompa essa venda do produto brasileiro, enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. Então, isso ficou bem acordado”, afirmou Alckmin.

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Alckmin descreveu a reunião com a presidente como “muito boa” e disse que os dois também discutiram biocombustíveis e a possível produção de baterias.

Segundo ele, a presidente demonstrou interesse na legislação brasileira para biocombustíveis, que exige a mistura de mais biocombustíveis a combustíveis fósseis.

O vice-presidente também afirmou que o Brasil e o México podem trabalhar juntos para fabricar baterias para veículos elétricos e destacou que a WEG já opera no México.

Ele se recusou a dizer quais empresas brasileiras poderiam estar envolvidas em um acordo para produzir etanol no México e afirmou apenas que o Brasil está procurando fornecer a tecnologia para isso.

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Os acordos setoriais atualizarão acordos firmados há duas décadas, disse Alckmin.

Ele afirmou ainda que o Brasil não pode negociar um acordo de livre comércio sem passar pelo Mercosul.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
reuters@moneytimes.com.br
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