Alckmin diz que Brasil está preparando acordos comerciais setoriais atualizados com México

O Brasil e o México planejam assinar acordos comerciais complementares em agosto do ano que vem, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (28), após reunião com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
As autoridades assinaram acordos preliminares em agricultura, saúde e biocombustíveis, disse Alckmin em uma coletiva de imprensa na Cidade do México.
- SAIBA MAIS: Fique por dentro dos melhores conteúdos do Money Times sem pagar nada por isso; veja como
O Brasil está buscando enviar mais carne bovina para o México, que recentemente ultrapassou os Estados Unidos como o segundo maior destino da carne brasileira.
No entanto, o México exige “rastreabilidade” do gado, disse Alckmin, o que o Brasil está procurando cumprir.
“Nós vamos cumprir a rastreabilidade. Mas isso tem um cronograma. Então, o que nós queremos é que não interrompa essa venda do produto brasileiro, enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. Então, isso ficou bem acordado”, afirmou Alckmin.
Alckmin descreveu a reunião com a presidente como “muito boa” e disse que os dois também discutiram biocombustíveis e a possível produção de baterias.
Segundo ele, a presidente demonstrou interesse na legislação brasileira para biocombustíveis, que exige a mistura de mais biocombustíveis a combustíveis fósseis.
O vice-presidente também afirmou que o Brasil e o México podem trabalhar juntos para fabricar baterias para veículos elétricos e destacou que a WEG já opera no México.
Ele se recusou a dizer quais empresas brasileiras poderiam estar envolvidas em um acordo para produzir etanol no México e afirmou apenas que o Brasil está procurando fornecer a tecnologia para isso.
Os acordos setoriais atualizarão acordos firmados há duas décadas, disse Alckmin.
Ele afirmou ainda que o Brasil não pode negociar um acordo de livre comércio sem passar pelo Mercosul.