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Alimentos e energia elétrica pressionam inflação dos mais pobres, aponta Ipea

19/11/2018 - 15:29
(Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, divulgou, nesta segunda-feira, os números da inflação por faixa de renda.

O mês passado registrou uma variação de 0,49% no IPCA para os mais pobres e de 0,42% para as famílias de renda mais alta.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação das famílias mais ricas é mais alta, mas a diferença caiu se comparado ao início do ano.

É considerada uma família com renda muito baixa as de renda domiciliar menor de 900 reais ao mês, e as mais ricas são as que têm renda domiciliar mensal de mais de 9 mil reais.

A alta da alimentação, de 0,9%, e da energia, de 0,12%, pressionou a inflação das famílias mais pobres, como explicou Maria Andreia Lameiras, técnica do Ipea.

A pesquisadora ressaltou que foi a alta na gasolina, de 2,2% em outubro, o que mais pressionou a inflação dos mais ricos.

No longo prazo, em um recorte de 11 anos, de 2006 a 2017, o Ipea registra uma inflação de 102% para os mais pobres contra 86% das famílias mais ricas.

Para a pesquisadora do Ipea, a diferença de 16 pontos percentuais entre mais ricos e mais pobres se deve basicamente ao impacto de mudanças climáticas na produção dos alimentos.

A pesquisadora do Ipea, Maria Andreia Lameiras, ressalta ainda que a expetativa para os próximos meses é de uma redução na inflação dos alimentos, o que deve aliviar a alta dos preços para as famílias mais pobres.

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Última atualização por Diana Cheng - 19/11/2018 - 15:29

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