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Alívio? A reação da Taurus (TASA4) na bolsa após decisão de justiça americana

20 fev 2026, 15:45 - atualizado em 20 fev 2026, 15:45
Taurus, BlackRock, Prio, Empresas, Mercados, Radar do Mercado
A fabricante de armas foi uma das mais prejudicadas pelo tarifaço de Trump. Ao todo, 80% da produção vai para os EUA. (Imagem: Divulgação/Taurus)

Se o Ibovespa reagiu de maneira tímida à derrubada das tarifas do presidente Donald Trump, que foram consideradas ilegais pela Suprema Corte do pais, não se pode dizer o mesmo da Taurus (TASA4). A companhia, que operava estável, virou para e disparava 12,45%, a R$ 5,87.

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A fabricante de armas foi uma das mais prejudicadas pelo tarifaço de Trump. Ao todo, 80% da produção vai para os EUA. Como resposta, a empresa iniciou a transferência de linhas de montagem para os EUA e concedeu férias coletivas, buscando evitar o colapso operacional e preservar empregos.

“Se realmente perdurar essa questão da taxação de 50%, várias empresas e vários segmentos no Brasil ficarão inviabilizados. Ela não significa simplesmente diminuir margem. Significa inviabilidade total. Não existe margem que possa cobrir uma taxação de 50%”, afirmou  Salesio Nuhs, em entrevista ao programa Tá na Hora, do site jornalístico local Berlinda.

O que aconteceu?

Mais cedo, a Suprema Corte invalidou as tarifas impostas no ano passado a praticamente todos os países com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).

Apesar disso, especialistas avaliam que o governo pode reconstruir parte do arcabouço tarifário com base em outros dispositivos legais.

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“É difícil ver qualquer caminho aqui em que as tarifas acabem”, afirmou a professora de direito comercial da Georgetown, Kathleen Claussen.

As tarifas são pilar central da política econômica e externa de Trump em seu segundo mandato. A tarifa média dos EUA subiu de 2,5%, quando ele voltou à Casa Branca, para quase 17% um ano depois – o maior nível desde 1934, segundo o Budget Lab da Universidade Yale.

Entre os instrumentos disponíveis está a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, usada amplamente contra a China no primeiro mandato. O mecanismo permite impor tarifas sem limite de valor, embora exija investigação e, em geral, audiência pública.

Outro caminho é a Seção 122 da mesma lei, que autoriza tarifas de até 15% por 150 dias para enfrentar desequilíbrios comerciais, sem necessidade de investigação prévia – embora nunca tenha sido usada.

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Trump também recorreu com frequência à Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que permite tarifas por razões de segurança nacional, após investigação do Departamento de Comércio. Foi com base nela que impôs taxas sobre aço, alumínio, automóveis e outros produtos.

Com Agência Estado

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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