Alocação em ações sobe após correção da Bolsa, mas intenção de aumentar exposição recua, diz XP
Os níveis de alocação em ações entre assessores e consultores vinculados à XP subiram para 75% em maio, um aumento de 12 pontos percentuais na comparação mensal, segundo pesquisa divulgada na quinta-feira (28). Já a parcela de respondentes com intenção de ampliar a exposição aos papéis caiu para 20%, recuo de 9 pontos.
O movimento ocorre após a correção da Bolsa brasileira, que ficou atrás dos mercados globais. Ela foi afetada especialmente pelo aumento do ruído doméstico, pela continuidade do conflito entre EUA e Irã — com impacto sobre inflação e juros — e pelo avanço do trade de inteligência artificial, que tem redirecionado fluxos estrangeiros para as bolsas dos EUA e da Ásia.
O sentimento dos assessores e consultores em relação à Bolsa também piorou. Segundo a XP, a avaliação média, em uma escala de 0 a 10, ficou em 7 neste mês, ante 7,4 no anterior.
O interesse em ações caiu para 40%, recuo de 11 pontos percentuais, enquanto os fundos de ações recuaram para 9%, queda de 1 ponto.
Por outro lado, a pesquisa mostra que a renda fixa segue como a classe de ativo mais demandada entre os clientes, com interesse de 74%, alta de 5 pontos. Os fundos de renda fixa avançaram para 60%, alta de 12 pontos.
Para os respondentes, o apetite por risco em ações brasileiras poderia ser recuperado principalmente por cortes da Selic e por uma mudança de rumo na política econômica. Também são citados cortes de juros nos Estados Unidos e no cenário global.
*Com supervisão de Vitor Azevedo