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Alpargatas pode ser vendida por até R$ 3,5 bi

10 jul 2017, 11:53 - atualizado em 05 nov 2017, 14:00

Havaianas

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A Cambuhy, braço de investimento da família Moreira Salles; e o Itaúsa, empresa da família Setubal; podem pagar entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,5 bilhões por uma participação majoritária na Alpargatas SA, dona da marca Havaianas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto. Os lucros com a venda da Alpargatas, cujas ações têm forte alta neste ano, podem ajudar a reduzir a grande dívida dos proprietários, que também estão envolvidos em escândalo de corrupção.

A J&F comprou a Alpargatas, que pertencia à Camargo Corrêa, em 2015. A Cambuhy Investimentos e a Itaúsa estão trabalhando para fechar os termos de um acordo já na próxima semana, quando acaba o período de exclusividade com a acionista controladora da Alpargatas, a J&F Investimento, que pertence aos irmãos Batistas, donos do JBS, disse uma das fontes. A Itaúsa gere a fortuna das famílias brasileiras Villela e Setúbal, que controlam o Itaú Unibanco Holding SA, maior banco privado da América Latina em ativos. A Cambuhy é a empresa da família Moreira Salles, também acionista do Itaú.

Recursos

A J&F, que detém 86% da Alpargatas e administra a fortuna da família Batista, tem que levantar dinheiro para pagar uma multa de leniência de R$ 10,3 bilhões e empréstimos que estão para vencer, disseram as fontes. Os proprietários da J&F, Joesley e Wesley Batista, assinaram um acordo de leniência em maio após admitirem ter subornado quase 1,9 mil políticos.

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As ações da Alpargatas acumulam alta de 63% este ano. A empresa é o primeiro dos ativos da J&F a ser colocado à venda na esteira do envolvimento da família Batista no maior escândalo de corrupção do Brasil. Além da Alpargatas, a J&F colocou outros ativos à venda, como a Vigor, a empresa de carnes Moy Park, da Irlanda; além de ativos de confinamento, entre outros negócios. Há duas semanas, vendeu sua divisão de carnes do Mercosul para o frigorífico Minerva, mas o negócio foi barrado pela Justiça. Os controladores estão questionando a decisão da Justiça. Procuradas, a J&F, a Cambuhy e a Itaúsa não comentaram o assunto.

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