Alta de até 155%: BTG troca duas ações na carteira de small caps para lucrar em outubro
O BTG Pactual fez duas mudanças em sua carteira recomendada de small caps para outubro: retirou OceanPact (OPCT3) e Inter (INBR32) para abrir espaço para Dexco (DXCO3) e Banco Pine (PINE4). Cada uma das novas integrantes terá peso de 10% na seleção, que reúne dez ativos.
As entradas combinam duas apostas: a recuperação da rentabilidade e a redução do endividamento da Dexco, de um lado, e o avanço do Pine no crédito consignado privado, de outro. Segundo as estimativas apresentadas no relatório, os papéis têm potencial de valorização de 20% e 44%, respectivamente.
Permanecem na carteira Cosan, Smart Fit, Sanepar, Orizon, 3tentos, Tenda, Bemobi e Panvel. Entre os ativos selecionados, a 3tentos (TTEN3) apresenta o maior potencial de alta estimado pelo banco, de 155%, seguida por Cosan (CSAN3), com 102%. Os percentuais refletem as projeções do relatório, publicado em 1º de outubro.
Por que Pine e Dexco entraram?
A inclusão do Banco Pine se apoia no desempenho da instituição no novo mercado de crédito consignado privado. Na avaliação do BTG, o banco se destacou em um segmento no qual instituições tradicionais e bancos digitais ainda enfrentam dificuldades para ganhar espaço.
“Dentro do nosso universo de cobertura, o Pine tem sido o principal vencedor no novo negócio de crédito consignado privado”, afirmam os analistas.
Segundo o relatório, o banco conta com mais de 300 pessoas dedicadas exclusivamente a essa operação. Tanto a concessão de empréstimos quanto os spreads — a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada do cliente — continuam melhorando, contribuindo para novos ganhos de rentabilidade.
Já a Dexco entra como uma aposta na recuperação operacional. A companhia vem ajustando a capacidade de produção, cortando custos e vendendo ativos não essenciais, incluindo operações florestais.
“A Dexco é uma tese de reestruturação dentro das empresas small cap, com foco amplamente voltado para a recuperação da rentabilidade e a redução da alavancagem”, diz o BTG.
A relação entre dívida líquida e Ebitda, indicador que compara o endividamento à geração operacional de caixa, recuou de um pico de 3,5 vezes para 2,7 vezes. O banco espera novas reduções.
Os analistas também projetam um resultado sólido para a divisão de Madeira no terceiro trimestre e mais avanços na reestruturação da Deca. Além disso, avaliam que juros mais baixos podem beneficiar a companhia, tanto pela exposição ao consumo quanto pela redução do custo da dívida atrelada ao CDI.
O relatório não detalha os motivos específicos para a retirada de OceanPact e Inter.
BTG mantém Tenda após queda e vê oportunidade em 3tentos
Entre as posições mantidas, a Tenda (TEND3) segue na seleção apesar da queda de aproximadamente 18% em setembro. Para o BTG, a reação do mercado foi exagerada, já que suas projeções de lucro por ação não sofreram revisões relevantes.
O banco espera que os desafios associados à postura mais restritiva da Caixa Econômica Federal na aprovação de crédito se dissipem. A avaliação é que a construtora continua no caminho para entregar crescimento dos lucros, margens sólidas e geração de caixa nos próximos anos.
Na 3tentos, os analistas reconhecem que as margens industriais fracas do segundo trimestre pressionaram os papéis, que recuaram mais de 30% nos últimos meses, segundo o relatório. Ainda assim, enxergam poucas evidências de deterioração estrutural do negócio.
A expectativa é que os investimentos recém-concluídos em esmagamento de soja, biodiesel e etanol de milho contribuam para aumentar os volumes e os lucros da companhia.
Confira a carteira de small caps de outubro
| Empresa | Código | Peso | Potencial de valorização* |
|---|---|---|---|
| Cosan | CSAN3 | 10% | 102% |
| Smart Fit | SMFT3 | 10% | 71% |
| Sanepar | SAPR11 | 10% | 24% |
| Orizon | ORVR3 | 10% | 23% |
| Dexco | DXCO3 | 10% | 20% |
| 3tentos | TTEN3 | 10% | 155% |
| Tenda | TEND3 | 10% | 67% |
| Banco Pine | PINE4 | 10% | 44% |
| Bemobi | BMOB3 | 10% | 24% |
| Panvel | PNVL3 | 10% | 50% |
Como foi o desempenho?
A carteira de small caps do BTG caiu 0,3% em setembro, enquanto o Ibovespa avançou 5% e o Índice Small Cap (SMLL) subiu 5,2%.
No acumulado de 2026 até setembro, a seleção registrou perda de 7,8%, ante valorização de 15,6% do Ibovespa e recuo de 1,6% do SMLL, seu índice de referência.
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