Alvo da PF, fundador da Reag tem participação relevante no BRB; entenda
O Banco de Brasília (BRB) mostrou, em atualização de seu formulário de referência junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que João Carlos Mansur, fundador da Reag, possui uma participação relevante na instituição financeira.
O empresário atingiu uma posição de 20.320.952 ações preferenciais (PN), além de 1.817.063 papéis ordinários (ON). Considerando todas as classes, chegou a 4,55% do capital total do BRB. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Valor Econômico.
Fundador da Reag Investimentos, que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central (BC) em janeiro, João Carlos Mansur foi um dos alvos da Polícia Federal (PF) nas operações Carbono Oculto e Compliance Zero, que apuram suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
A Reag foi uma das instituições alcançadas pela PF, sob suspeita de administrar fundos utilizados para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.
Depois de ser alvo de buscas nessa investigação, Mansur anunciou a venda do controle da gestora e deixou a presidência do conselho.
Estratégia de investimento
Segundo apuração do jornal Valor Econômico, após o anúncio da aquisição do Master pelo BRB, em março do ano passado — operação que acabou sendo barrada posteriormente pelo BC —, Mansur teria avaliado que o banco poderia se transformar em um conglomerado com presença relevante nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A partir dessa visão, ele teria ampliado sua posição na instituição, considerando que os papéis estavam depreciados e apresentavam potencial de valorização.
O BRB foi procurado pela reportagem para comentar o assunto e este texto será atualizado caso haja manifestação da instituição.