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Amado pelos brasileiros, Pix vira dor de cabeça para bancos

22 jun 2021, 16:57 - atualizado em 23 jun 2021, 10:01
Pix Banco
Ainda segundo a equipe, a transferência pode estar por trás da queda da utilização do cartão de débito no primeiro trimestre (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Pix, novo sistema de pagamento instantâneo lançado pelo Banco Central no ano passado, já caiu na graça do brasileiro por conta de sua praticidade e por ser mais barato que os tradicionais TED e DOC.

Segundo dados do BC, o novo sistema tem obtido rapidamente a aceitação do público e manteve um forte CMGR (crescimento médio ponderado) tanto em volume de dinheiro (acima de 50%) quanto em número de transações (acima de 60%) desde novembro.

De acordo com a XP, em relatório obtido pelo Money Times, não é novidade que o uso do Pix em transações mudaria o mercado, mas o ritmo que tem conseguido manter é excelente.

“O Pix experimentou um forte crescimento em seu uso como ferramenta de transferência de crédito, ultrapassando o TED em número de transações em janeiro de 2020, boletos de pagamentos em março de 2021 e em abril de 2021 ultrapassando o uso de ambas as ferramentas combinadas”, apontam os analistas Marcel Campos, Matheus Odaguil e Artur Alves.

Ainda segundo a equipe, o PIX pode estar por trás da queda da utilização do cartão de débito no primeiro trimestre.

“Do lado da transferência, vemos a sólida penetração do Pix como um fator negativo para os bancos em geral, especialmente para os incumbentes, já que costumavam cobrar R$ 10 de taxas por transação, embora a transação pudesse ser gratuita para os clientes dependendo do número de transações”, dizem.

No caso dos pagamentos, o impacto, segundo eles, é menos sentido, mas é possível ver alguns dos temores se materializando, “já que os números mais fracos do cartão de débito podem ser sinais de substituição pela nova ferramenta que pode acabar ameaçando as linhas de cartões de crédito no futuro quando os novos recursos do Pix entrarem em ação”, completam.

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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