Amazon (AMZO34), Nvidia (NVDC34) e mais: As BDRs favoritas dos analistas para investir em 2026
Apesar de um 2025 cheio de ondas de volatilidade, os ativos de risco nos Estados Unidos encerraram o ano no campo positivo — o S&P 500, pelo terceiro ano consecutivo, acumulou valorização superior a dois dígitos. Mas o que esperar de 2026, diante de uma série de acontecimentos que já movimentam os mercados?
Do ponto de vista macroeconômico, segundo o analista da Empiricus Research, Enzo Pacheco, o cenário para 2026 segue cercado de expectativas e pontos de atenção. A perspectiva, por ora, é de pelo menos um corte de juros ao longo do ano.
Outro fator relevante será a definição do próximo presidente do Fed e a forma como ele reagirá às pressões de Donald Trump por novos cortes de juros.
Esse ambiente também reforça preocupações institucionais e pode continuar estimulando investidores a buscar outros mercados ao redor do mundo. Esse movimento tende ainda a pressionar a moeda norte-americana.
Diante desse cenário, o CEO da Gravus Capital, credenciada à XP Investimentos, Ricardo Trevisan, afirma que “2026 se desenha como um período de reacomodação para os mercados globais”. Para o investidor brasileiro que busca diversificação por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipt), a seletividade será fundamental.
As BDRs favoritas para 2026
Entre as escolhas do analista da Empiricus Research, está a Amazon (AMZO34). Segundo Pacheco, a casa “reforça suas convicções”, impulsionada pela melhora consistente de lucratividade da AWS e pelo avanço acelerado da divisão de publicidade.
No terceiro trimestre de 2025, a companhia apresentou resultados acima das expectativas, impulsionados pela retomada do crescimento da AWS e pelo avanço consistente da divisão de publicidade. O analista destaca a força do modelo diversificado da Amazon, com desempenho positivo também em serviços para vendedores terceiros, assinaturas e vendas online, além da capacidade de geração de resultados mais robustos quando desconsiderados efeitos não recorrentes.
Para o analista, a empresa de tecnologia segue bem posicionada e é “uma das principais beneficiárias dos investimentos feitos na infraestrutura necessária para o desenvolvimento da Inteligência Artificial para os próximos anos”.
Outro nome citado por Pacheco é a TSMC (TSMC34), do setor de semicondutores. A Taiwan Semiconductor Manufacturing é descrita como a “maior empresa mais desconhecida do mundo” pelo grande público, por operar majoritariamente na fabricação de chips desenvolvidos por outras gigantes de tecnologia. O analista aponta que esse modelo permitiu à companhia alcançar uma liderança expressiva, com cerca de 71% de participação no mercado global de fundição.
Segundo ele, mesmo diante de discussões sobre novos concorrentes no setor de processamento para inteligência artificial, “a TSMC é um dos poucos players que se beneficiam da expansão de novos produtos”, já que possui escala e capacidade tecnológica para atender à demanda.
Ainda entre as preferências da Empiricus está a farmacêutica Novo Nordisk (N1VO34). A análise aponta que, apesar de ter sido pioneira no mercado de medicamentos para emagrecimento, a companhia vem enfrentando dificuldades competitivas, sobretudo nos Estados Unidos, após uma sequência de decisões equivocadas que levou à devolução dos ganhos acumulados desde 2022.
Mesmo nesse cenário, Pacheco ressalta que, aos preços atuais, a empresa segue entre as maiores do segmento. O analista também destaca a vantagem de ter sido a primeira a obter aprovação da FDA (Food and Drug Administration) para a venda do Wegovy na versão oral, fator que pode contribuir para a recuperação de participação no mercado norte-americano.
Nubank, Nvidia e mais
Para a Gravus Capital, o Nubank (ROXO34) deve ser um destaque em 2026. Segundo Trevisan, o banco digital “se posiciona como um dos principais beneficiários do esperado ciclo de queda de juros no Brasil”.
Ele ressalta que a companhia apresenta ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) superior a 70% em suas operações brasileiras e base de clientes em franca expansão, o que demonstra “capacidade ímpar de execução e inovação no setor financeiro”.
Outra sugestão é a Nvidia (NVDC34). Para o CEO da Gravus, “a inteligência artificial deixou de ser promessa para se tornar motor de crescimento econômico”, e a Nvidia está no epicentro dessa revolução. “Liderança indiscutível no desenvolvimento de semicondutores para IA, posicionando-se de forma única para capturar o valor gerado por essa transformação.”
Por fim, Trevisan cita a Microsoft (MSFT34), destacando que a empresa combina solidez de operações tradicionais com expansão agressiva em áreas de alto crescimento como computação em nuvem — Azure — e inteligência artificial.
Segundo ele, essa combinação de diversificação de receitas e vanguarda tecnológica torna a companhia “opção robusta para investidor que busca crescimento com perfil de risco equilibrado”.