Eleições 2026

Análise: um novo ‘desmaio’ de Flávio Bolsonaro e o ‘plot twist’ na reta final da campanha

02 out 2026, 6:30
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao podcast Flow na noite desta quinta-feira (Divulgação)

Duas horas antes do tão esperado debate entre candidatos a presidente da República na Rede Globo, na noite desta quinta-feira (1), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) postou no X, o antigo Twitter, o atestado de óbito do que seria o único encontro entre ele e seus adversários no primeiro turno.

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Já sabendo que Gilmar Mendes obrigara a emissora a convocar a metralhadora giratória Renan Santos (Missão) para debater com ele, Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), o senador desistiu de participar do debate.

Flávio Bolsonaro desistiu depois de confirmar a presença, há cinco dias, e de atacar seu maior adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por ele recusar o convite e trocar o debate por uma entrevista ao Flow Podcast.

Nos comentários à postagem de Flávio Bolsonaro, pululavam memes com a imagem do senador, há dez anos, passando mal e desmaiando durante outro debate, no caso para prefeitura do Rio de Janeiro, em agosto 2016, por uma alegada intoxicação alimentar.

O novo “desmaio” de Flávio Bolsonaro no único encontro em que poderia participar no primeiro turno, logo foi ligado à temida presença de Renan Santos, apontado como o adversário que teria capacidade de atacá-lo, sem dó e sem nada a perder (ou ganhar), no encontro. Renan foi a nova intoxicação alimentar de Flávio Bolsonaro.

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No final, sem o senador, que poderia garantir uma audiência à emissora, a própria Globo cancelou o tão esperado encontro dos presidenciáveis. Alegou “insegurança jurídica” e seguiu com sua programação normal.

Sobraram justificativas para Flávio Bolsonaro, em uma live com 500 mil seguidores, e lamentações dos adversários nas redes sociais, com mais lives e declarações enviadas por assessorias após o cancelamento.

Ao mesmo tempo, Lula, ainda líder nas pesquisas, atacava seu principal adversário no Flow, um podcast do nível da Globo para o YouTube no Brasil, com 6,42 milhões de inscritos, em uma entrevista com picos de audiência de mais de 1,5 milhão de espectadores, três vezes mais que a live do principal adversário.

Na entrevista, nenhuma novidade. Além dos ataques a Flávio Bolsonaro e ao pai, Jair Bolsonaro, seu antecessor, Lula fez mais um discurso de presidente, ou um comício de candidato, como tantos outros durante seus três mandatos e anos de campanha. Citou suas realizações, programas sociais do governo federal e comparou-os aos governos anteriores.

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Mas, no final, há três dias do primeiro turno, só o presidente falou para a massa.

Um “plot twist”, uma reviravolta na trama, que pode não significar nada nas urnas. Mas episódios que devem entrar para a história eleitoral do País.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.

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