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André Bona: O impacto das eleições nos investimentos em ações

30/09/2018 - 12:21

Por Andé Bona, para o BTG Pactual Digital

No artigo publicado aqui no site do BTG Pactual na semana passada, escrevi sobre os impactos das eleições nos investimentos em renda fixa. Afinal, em momentos de indecisão e instabilidade – como o período eleitoral, é comum que o investidor mantenha-se mais apreensivo quanto aos seus investimentos.

Hoje, será a vez de falar sobre o impacto das eleições nos investimentos em ações. Se você tem investimentos em renda variável, conhece alguém que investe em ações ou pretende realizar aportes na bolsa de valores em breve, vale a pena ler este artigo até o fim.

Continue a leitura e conheça qual o impacto das eleições nos investimentos de renda variável e entenda o motivo do aumento da volatilidade no mercado de renda variável durante este período eleitoral. Acompanhe!

A questão da previsibilidade

Assim como no caso dos investimentos em renda fixa, para compreender o impacto das eleições nos investimentos em ações é preciso assimilar – primeiramente – a questão da previsibilidade esperada pelos investidores e pelos agentes econômicos como um todo.

Imagine uma situação hipotética, na qual você é empreendedor e, como tal, precisa fomentar um plano de investimento de médio e longo prazo para o seu negócio – cujo objetivo seria trazer retornos financeiros à sua empresa ao longo dos anos. Suas decisões, neste caso, são baseadas nos objetivos do seu negócio e também na previsibilidade em relação ao futuro.

Esta situação também ocorre com investidores pessoa física que costumam fazer seus aportes no mercado financeiro. Independentemente do objetivo a ser buscado, todo investidor deseja obter boa rentabilidade dos seus investimentos – de modo que eles o ajudem a atingir determinadas metas definidas previamente. Este cenário, no entanto, só é possível graças à previsibilidade.

A previsibilidade é importante porque, quando o cenário está bastante claro e objetivo – e todos os agentes econômicos sabem o que esperar do governo, da política monetária e da economia como um todo, o futuro se torna algo mais simples de ser planejado. Quando existe, no entanto, modificações neste contexto ou possibilidade de alterações mais bruscas, o cenário se torna incerto.

E são estas incertezas que tendem a gerar certa volatilidade e oscilação no preço dos ativos – impactando nos investimentos em ações.

Os impactos das eleições nos investimentos em ações

Esta situação de incerteza e do impasse inerente ao período eleitoral – sobretudo quando há incertezas em relação aos resultados nas urnas, que gera um cenário de imprecisão em relação à condução econômica do país – afeta, de uma maneira bastante peculiar, as empresas – inclusive aquelas que possuem ações negociadas em bolsa. Neste contexto, a maior parte das empresas – independente do seu tamanho – acaba permanecendo em um impasse em relação aos seus lucros, seus investimentos e seus planos para o futuro.

Enquanto este impasse não se dissipa, os empreendedores e suas respectivas empresas não conseguem mensurar com exatidão suas estimativas de lucro e eventuais projeções de investimentos – resultando em uma imensa dificuldade de precificação de suas ações negociadas na bolsa de valores.

Imagine que, em um determinado cenário eleitoral, um candidato que defende uma política que não favorece o desenvolvimento econômico e o crescimento empresarial avance nas pesquisas de intenção de voto. Quase que imediatamente, o mercado financeiro reage – e as ações caem na bolsa brasileira.

Isso ocorre porque, com o aumento das chances de vitória deste candidato – que não é bem visto pelo mercado, empresas e investidores temem uma redução nos lucros das companhias e uma piora econômica – que impactaria negativamente todo o mercado.

O reflexo no preço das ações

Se as projeções de lucro das empresas são reduzidas, é de se esperar que eu – enquanto investidor – não terei o menor interesse em pagar o preço atual de cotação de uma determinada ação, uma vez que a perspectiva de crescimento para o futuro não é positiva. Além disso, neste cenário de incertezas, torna-se cada vez mais difícil precificar o valor dos ativos negociados em bolsa.

A cada nova pesquisa eleitoral – que tende a sinalizar para onde deve caminhar a economia e o ambiente de negócios como um todo, altera-se também as perspectivas de lucro das empresas – resultando em uma reação em cadeia com o mercado reagindo a estas alterações.

Quando estas pesquisas de intenção de voto são encaradas de maneira negativa pelo mercado – com projeções negativas para a economia e para as empresas – as ações tendem a cair, com investidores cada vez mais preocupados com a rentabilidade das empresas das quais possui ações e desinteressados em pagar o valor atual pelo papel de uma companhia que poderá gerar menos lucros no futuro. Neste contexto, os papéis das companhias perdem valor.

Se, no entanto, as pesquisas eleitorais apontarem para a vitória de um candidato bem visto pelo mercado, a expectativa de fluidez da economia – para uma perspectiva mais liberal – e da manutenção de um ambiente mais propício para geração de negócios tendem a favorecer a valorização das ações na bolsa de valores.

As projeções para o futuro

Diante deste ambiente de indecisão, o mercado segue tentando precificar esta nova realidade – de acordo com os resultados das pesquisas – para o futuro, buscando projetar o cenário econômico e político para mais à frente.

Um ambiente no qual se prevê maior lucratividade para as empresas, mais empregos, aumento do consumo e aumento da renda para a população, por exemplo, tende a favorecer o preço das ações na bolsa, enquanto um cenário de piora do mercado de trabalho, retração econômica, menor lucratividade e menor renda tendem a impactar negativamente nas ações.

E é exatamente por conta dos eventuais impactos que uma mudança de governo pode gerar na sociedade como um todo que o mercado tem necessidade de fazer ajustes diários de preços – que vão se alterando de acordo com cada novo fator eleitoral que vai surgindo ao longo do caminho.

As projeções para o futuro se alteram, assim como o preço dos ativos, que podem se valorizar ou desvalorizar a medida que vão sendo definidas as perspectivas de crescimento econômico – baseadas na projeção de qual plataforma política e de governo prevalecerá após as eleições.

Por isso, se você investe em ações ou conhece alguém que costuma realizar aportes na bolsa de valores, saiba que a oscilação no preço das ações é comum em qualquer momento, mas que, especialmente durante o período eleitoral, a volatilidade tende a ser muito maior. E tenha sempre em mente que, por mais apolítico que um investidor possa ser, os resultados de uma eleição sempre terão impactos nos seus investimentos em ações – sejam eles positivos ou negativos.

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos a qualquer momento, você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

Se o seu objetivo, no entanto, é realizar compra e venda de ações, basta utilizar o home broker do BTG Pactual digital.

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Última atualização por Gustavo Kahil - 30/09/2018 - 12:21

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