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André Esteves vê juros ‘incompatíveis’ com a economia e diz que prefere real ao dólar

25 fev 2026, 20:41 - atualizado em 25 fev 2026, 20:41
brasil andré esteves
(Imagem: Reprodução)

O Brasil se destaca pelas taxas de juros consideradas “estratosféricas” e “incompatíveis” com o estágio da economia, segundo André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, durante o BTG Summit, evento promovido pelo banco.

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Esteves afirmou que uma taxa de 15% ao ano oferece uma rentabilidade “poderosa demais”, tanto para investidores locais quanto estrangeiros. Ele avaliou que os retornos dos títulos indexados ao CDI são desproporcionais ao risco, tornando a renda fixa brasileira quase irresistível.

Apesar disso, defendeu diversificação. A orientação é manter equilíbrio entre ativos atrelados ao IPCA, títulos prefixados e uma parcela em bolsa.

Ao comentar a alocação ideal, foi direto: prefere reais ao dólar neste momento. Segundo ele, a remuneração em CDI tende a ser superior quando comparada à moeda americana, o que justificaria manter a maior parte do portfólio em ativos locais.

Rotação global deve continuar

Esteves também afirmou que o movimento global de rotação de carteiras — com redução de exposição aos Estados Unidos e maior busca por emergentes — deve continuar.

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Após um período de forte concentração no mercado norte-americano, fundos soberanos e family offices estariam ampliando posições em países como Brasil, Coreia do Sul, México e Chile.

Esteves destacou que, como o mercado brasileiro é pequeno em relação aos grandes centros financeiros, fluxos relativamente modestos de capital estrangeiro já provocam impactos relevantes, como no rali de janeiro, que impulsionou o Ibovespa.

Para o banqueiro, a tendência de alta da bolsa e de queda do dólar pode se manter, já que os ativos brasileiros seguem “muito baratos” frente aos pares internacionais, com múltiplos de lucro inferiores aos observados na Europa e nos Estados Unidos.

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