Inteligência Artificial

Anthropic desenvolve inteligência artificial para evitar que o feitiço vire contra o feiticeiro (de novo)

08 abr 2026, 11:46 - atualizado em 08 abr 2026, 11:46
Ícones do aplicativo Claude, Gemini e ChatGPT AI
Após vazamentos de dados do Claude, Anthropic revela sua nova inteligência artificial para prevenir ataques cibernéticos / Imagem: iStock.com/Robert Way

Quando o tópico é inteligência artificial, imagina-se que não aconteçam erros, afinal, é para isso que ela foi criada. Porém, o problema é que, para que as IAs existam, elas ainda dependem de humanos — e humanos são famosos por seus erros.

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No fim de março, a Anthropic, dona da IA Claude, divulgou por acidente um arquivo interno que continha partes do código fonte do modelo. Segundo a empresa de tecnologia, o erro não estava relacionado a um ataque, mas a um… erro humano.

A questão, por mais irônica que pareça, é preocupante para a companhia pois o grande risco do vazamento é a propriedade intelectual do seu principal produto.

Isso porque os concorrentes passaram a entender como a ferramenta foi construída e seu funcionamento.

Mas essa não foi a única novidade que originou do exposed da Anthropic.

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Uma inteligência artificial para proteger outras IAs

Após a divulgação da notícia, a Anthropic confirmou e explicou sua mais nova iniciativa, o Project Glasswing, em parceria com empresas como a Amazon, Apple, Microsoft e Cisco System.

A ideia é dar o acesso a outras companhias de tecnologia a um modelo de inteligência artificial mais avançado, que ainda não foi lançado oficialmente. O diferencial da nova ferramenta é que ela ajudará na preparação contra possíveis ataques cibernéticos.

O Mythos tem como objetivo identificar falhas em seus produtos e compartilhar os resultados com outras empresas do setor.

Para a Anthropic, essa questão não é um problema individual, mas de toda a indústria. Ainda, eles argumentam que também é algo para que os governos devem olhar. A empresa já contatou autoridades dos Estados Unidos, mas não revelou quais agências.

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E sua grande concorrente, a OpenAI, também identificou essa crescente preocupação com a segurança nos códigos-fontes. Por isso, a empresa de Sam Altman desenvolveu um programa piloto para colocar suas ferramentas “primeiro nas mãos de defensores”.

Até o momento, nenhuma das empresas pretende lançar as ferramentas ao público geral. Quem sabe assim, o feitiço não vire contra o feiticeiro — e o resto do mundo.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
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