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Ações da Prio (PRIO3) ignoram prejuízo e sobem após resultado: Entenda

11 mar 2026, 12:17 - atualizado em 11 mar 2026, 12:32
prio prio3
(Imagem: Divulgação)

As ações da Prio (PRIO3) operavam em alta nesta quarta-feira (11) após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025, com analistas destacando o desempenho operacional da companhia e de olho nos próximos catalisadores de crescimento. Por volta das 12h, os papéis subiam 3,51%, a R$ 60,97.

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A companhia registrou prejuízo líquido de US$ 185 milhões no quarto trimestre, revertendo o lucro de US$ 92 milhões no terceiro trimestre. O resultado final foi pressionado principalmente pelo forte aumento das despesas de depreciação após a aquisição adicional no campo de Peregrino e por efeitos cambiais relacionados à desvalorização do real frente ao dólar.

Apesar do impacto na última linha, analistas avaliam que o desempenho operacional da companhia veio em linha com as expectativas, sustentado principalmente pelo crescimento da produção e pela queda relevante nos custos de extração.

Para a XP Investimentos, cujo time é encabeçado por Régis Cardoso, o resultado refletiu um trimestre operacionalmente sólido, apesar do impacto contábil no lucro.

“O Ebitda ajustado ficou em linha com as estimativas e cresceu mesmo com o Brent mais fraco, impulsionado principalmente pelo aumento significativo dos volumes vendidos e pela redução dos custos de extração”, escreveu o analista. O lucro operacional ajustado da Prio foi de US$ 324 milhões no trimestre, alta de 7% frente aos US$ 303 milhões registrados no terceiro trimestre.

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Receita cresce com maior volume vendido

A receita da companhia somou US$ 589 milhões no quarto trimestre, alta de 4% em relação aos US$ 567 milhões do trimestre anterior(apesar da queda do Brent) e avanço de 13% frente aos US$ 521 milhões registrados no mesmo período de 2024, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes vendidos.

A produção média da Prio chegou a 128 mil barris por dia no trimestre, aumento relevante frente ao terceiro tri, refletindo principalmente a incorporação da participação adicional de 40% no campo de Peregrino e a retomada de operações em alguns ativos.

Mesmo assim, a receita veio ligeiramente abaixo das estimativas de mercado devido ao maior desconto no preço realizado do petróleo.

Segundo a XP, o desconto para o Brent subiu para US$ 7,4 por barril no quarto trimestre, ante US$ 3,6 por barril no terceiro trimestre, movimento explicado pela maior participação do petróleo pesado de Peregrino no mix de vendas.

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Custos menores sustentam margens

Do lado operacional, a companhia apresentou melhora relevante na eficiência.

O lifting cost caiu para US$ 12,5 por barril no quarto trimestre, ante US$ 17,4 por barril no terceiro trimestre, beneficiado principalmente pela maior diluição de custos com o aumento da produção.

Para os analistas do BTG Pactual — liderados por Lucas Marquiori —, esse foi um dos principais destaques do trimestre.

“O Ebitda ajustado ficou em aproximadamente US$ 341 milhões no quarto trimestre, em linha com as expectativas, com a maior produção e a diluição de custos compensando um Brent mais fraco no período”, escreveu o time do banco.

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Apesar da melhora operacional, o lucro da companhia foi pressionado pelo forte aumento das despesas contábeis.

A depreciação totalizou US$ 306 milhões no quarto trimestre, alta de 52% em relação aos US$ 201 milhões registrados no terceiro trimestre, refletindo principalmente a incorporação da participação adicional no campo de Peregrino.

Além disso, a desvalorização do real também elevou despesas relacionadas a impostos diferidos, contribuindo para o prejuízo no período.

Capex e dívida aumentam com expansão

Os investimentos da petroleira também cresceram entre outubro e dezembro. O capex somou aproximadamente US$ 252 milhões no quarto trimestre, direcionado principalmente ao desenvolvimento do campo Wahoo, além de atividades em Peregrino, Polvo e Albacora Leste.

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Como resultado, o fluxo de caixa livre ficou próximo de neutro no período.

A dívida líquida da Prio subiu para US$ 4,3 bilhões no quarto trimestre, aumento de US$ 1,5 bilhão em relação ao trimestre anterior, explicado principalmente pela aquisição da participação adicional em Peregrino.

Mesmo com o aumento do endividamento, a alavancagem subiu apenas marginalmente para 2,3 vezes dívida líquida/Ebitda, ante 2,0 vezes no trimestre anterior, sustentada pela expansão do resultado operacional.

Wahoo segue no radar do mercado

Para analistas, o foco do mercado agora está no início da produção do campo Wahoo, considerado um dos principais catalisadores da tese de investimento da companhia.

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Analistas do Itaú BBA — Monique Martins Greco Natal, Eric de Mello e Eduardo Mendes — destacam que o projeto deve impulsionar a produção da companhia no curto prazo.

“O principal catalisador segue sendo o primeiro óleo de Wahoo, que deve impulsionar a produção da companhia e sustentar crescimento adicional no curto prazo”, escreveram os analistas.

No mercado, as principais casas seguem positivas com o papel. A XP mantém recomendação de compra para PRIO3, com preço-alvo de R$ 64, enquanto o Itaú BBA tem classificação outperform (equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 51 para o fim de 2026. Já o BTG Pactual também recomenda compra para a ação, citando o crescimento da produção e o potencial de geração de caixa com novos projetos.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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