Após números recordes, Aura (AURA33) anuncia US$ 55,1 milhões em dividendo e eleva retorno ao acionista para 6,2%
A Aura Minerals (AURA33) registrou números recordes no quarto trimestre de 2025, conforme divulgou nas suas demonstrações financeiras nesta quinta-feira (26). Os números deram espaço para que a companhia pudesse distribuir dividendos para os seus acionistas.
O Conselho de Administração declarou o pagamento de US$ 0,66 por ação ordinária, o equivalente a aproximadamente US$ 55,1 milhões, superando o piso previsto na política de remuneração aos acionistas.
Considerando os últimos 12 meses, o dividend yield combinado entre dividendos e recompra de ações alcança 6,2%, segundo a companhia.
Pela política vigente, a Aura distribui trimestralmente o equivalente a 20% do EBITDA ajustado do período, descontados os investimentos de sustentação e os aportes em exploração. O valor anunciado agora excede o mínimo estabelecido na regra interna.
O pagamento será realizado em dólares no dia 18 de março de 2026 para os acionistas com posição até o fechamento do pregão de 11 de março.
No caso dos detentores de BDRs, cada recibo dará direito a US$ 0,22, uma vez que uma ação ordinária corresponde a três BDRs. O pagamento está previsto para ocorrer até 26 de março de 2026, em reais, conforme a taxa de câmbio a ser divulgada antes da data de liquidação.
Com base na cotação de fechamento de 25 de fevereiro, de R$ 5,1434 por dólar, o valor estimado seria de R$ 1,131548 por BDR, montante que poderá ser ajustado conforme o câmbio do dia anterior ao pagamento. A companhia informou ainda que o dividendo não está sujeito à retenção de imposto na fonte no momento da distribuição.
Em comunicado, o CEO Rodrigo Barbosa afirmou que o quarto trimestre foi marcado por produção recorde e custos estáveis, em um cenário de valorização do ouro, o que resultou em EBITDA histórico. Segundo ele, o pagamento acima do mínimo previsto reforça o compromisso da mineradora com retorno ao acionista.
O executivo também destacou avanços estratégicos recentes, como a declaração de produção comercial em Borborema, a conclusão da aquisição da MSG, a licença para obras iniciais em Era Dorada, o progresso do projeto Matupá e o acordo para a relocação da rodovia em Borborema.
De acordo com Barbosa, a estratégia segue focada no desenvolvimento de projetos greenfield de alto retorno para elevar a produção acima de 600 mil GEO por ano, expandir recursos e reservas, realizar aquisições de forma disciplinada e manter uma política consistente de geração de valor aos investidores.