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Após forte fluxo estrangeiro em janeiro, UBS BB diz que é hora de comprar B3 (B3SA3); ações saltam 5%

06 fev 2026, 13:27 - atualizado em 06 fev 2026, 13:27
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(Imagem: iStock/Galeanu Mihai/Reprodução - Montagem: Giovanna Figueredo)

As ações da B3 (B3SA3) brilham na ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (6) com a revisão positiva do UBS BB para a companhia.  

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Por volta de 13h (horário de Brasília), B3SA3 registrava alta de 4,43%, a R$ 16,98, figurando como a ação com melhor desempenho entre as negociadas no principal índice da bolsa brasileira. Na máxima intradia, o salto foi de 5,10% (R$ 17,09). Acompanhe o Tempo Real.



As ações também operam entre as mais negociadas da bolsa. No mesmo horário, B3SA3 operava com 20,8 mil negócios, movimentando R$ 544,9 milhões, sendo o terceiro papel mais negociado.  

Em relatório, o UBS BB elevou a recomendação da B3 de neutra para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 16 para R$ 19,50 nos próximos 12 meses – o que implica em um potencial de valorização de 19,9% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (5), B3SA3 encerrou as negociações cotada a R$ 16,26.  

Nas contas do banco, a B3 negocia com um desconto de 35% frente as bolsas emergentes e de 31% na comparação com as bolsas globais – antes descontos históricos de 34% a 36%, respectivamente. 

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Por que comprar B3SA3 agora?  

Para os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo e Bruno Kenji, a visão otimista é sustentada pela combinação de potencial de alta proveniente de volumes maiores, ligados ao ciclo de afrouxamento monetário e à volatilidade eleitoral.  

Os economistas do UBS projetam a Selic a 11,5% no fim deste ano, com início dos cortes nas taxas de juros em março. Para efeitos de comparação, o mercado estima uma Selic a 12,25% ao ano em dezembro, de acordo com o Relatório Focus mais recente.  

Os analistas também veem um possível redirecionamento de fluxo para mercados emergentes, a exemplo do mês de janeiro, como um fator favorável para as ações da B3.  

Em janeiro, os investidores estrangeiros injetaram R$ 26,3 bilhões na bolsa brasileira no primeiro mês de 2026, marcando o melhor mês desde o início de 2022.   

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O montante também superou os R$ 25,5 bilhões aportados em todo 2025, segundo dados da B3.   

A equipe do UBS BB vê o movimento recente como um “ponto de inflexão”, após três anos de baixos volumes de negociação.  

“Recentemente, o rali do mercado, apoiado por entrada de capital estrangeiro, levou o Ibovespa a subir 13% no ano, um bom proxy para a capitalização de mercado”, afirmaram os analistas.  

Para o banco, se forem mantidos os níveis de capitalização do mercado atual e velocidade de rotatividade observados em 2025, de 138%, o volume médio de negociação (ADTV, na sigla em inglês) de ações poderá atingir cerca de R$ 31,8 bilhões neste ano, um aumento de 25% na comparação com o ano anterior. A injeção de capital na bolsa deve ser ‘patrocinada’, principalmente, por investidores pessoa física e estrangeiros.  

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Além disso, os analistas destacam os benefícios fiscais dos juros sobre capital próprio adicional a ser distribuído nos próximos três anos. 

“Vemos a B3 bem posicionada para se beneficiar do momentum positivo, enquanto a concorrência permanece controlada e os outros segmentos (principalmente OTC, Dados e Tecnologia) continuam sustentando o crescimento”, escreveram, em relatório. 

O que esperar de B3  

Para 2026, o UBS BB estima um ADTV de ações de R$ 31,5 bilhões em 2026 e de R$ 32,7 bilhões em 2027, 13% maiores do que as estimativas anteriores.  

A equipe de analistas também espera um lucro líquido de R$ 6,0 bilhões neste ano, crescimento de 10% na comparação anual e de e R$ 6,4 bilhões em 2027, alta de 6% no ano contra ano.  

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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