Comprar ou vender?

C&A (CEAB3): Safra vê ponto de entrada atrativo em C&A (CEAB3), apesar do resultado do 4T25 fraco

12 mar 2026, 12:31 - atualizado em 12 mar 2026, 12:31
C&A
(Imagem: BalkansCat/iStock)

O Safra rebaixou o preço-alvo das ações da C&A (CEAB3) de R$ 22,50 para R$ 17,50, o que ainda representa um potencial de valorização de cerca de 45%, embora o banco continue vendo a companhia como uma das oportunidades mais atraentes no varejo de vestuário.

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De acordo com os analistas da casa, a recomendação é “Outperform”, equivalente a compra. A redução das projeções para 2026, porém, está ligada aos resultados do quarto trimestre de 2025, que vieram mais fracos do que o esperado.

No período, a varejista registrou lucro líquido de R$ 313,2 milhões, alta de 22,9% na comparação anual, após reverter uma provisão de R$ 62,1 milhões.

Desconsiderando efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado somou R$ 269,8 milhões, avanço de 7,9% em relação ao quarto trimestre de 2024, com expansão de 1,1 ponto percentual na margem ajustada, para 10,9%. Já a receita operacional líquida totalizou R$ 2,47 bilhões no 4T25, queda de 3,2% ante o mesmo período de 2024.

O Safra projeta agora vendas líquidas 3,9% menores em 2026 e margem EBITDA 110 pontos-base abaixo das estimativas anteriores, devido à perda de alavancagem operacional. Ainda assim, a casa destaca que a ação negocia a 7,1 vezes o lucro projetado para 2026, abaixo das 10 vezes da média da cobertura de consumo discricionário do banco.

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“Seguimos construtivos em relação às iniciativas de aumento de produtividade das lojas (Energia e Dispersão) e à abertura planejada de 10 a 15 novas unidades em 2026, que devem sustentar o crescimento”, afirmam os analistas.

Além disso, o relatório aponta que a reestruturação da divisão Fashiontronics, focada no segmento de beleza e concluída no terceiro trimestre de 2025, passará a operar integralmente sob o novo modelo a partir deste ano, apoiando uma forte recuperação de margens.

“Projetamos que a margem bruta alcance 47% em 2026, cerca de 750 pontos-base acima na comparação anual”, destaca o banco.

O Safra também avalia que a C&A pode se beneficiar da queda das taxas de juros, o que tende a reduzir a pressão sobre as receitas da C&A Pay.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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