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Após resultados fracos, Stone (STNE) demite cerca de 3% dos funcionários e elimina vagas de tecnologia

11 mar 2026, 14:04 - atualizado em 11 mar 2026, 14:04
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(Imagem: Facebook/Stone)

A Stone (STNE) promoveu uma rodada de demissões que afetou principalmente o setor de tecnologia da empresa de maquininhas, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Segundo pessoas a par do assunto, os desligamentos atingiram cerca de 3% da força de trabalho da fintech, que tem aproximadamente 14 mil funcionários. As estimativas indicam que entre 300 e 400 pessoas foram desligadas.

O CEO do grupo, Mateus Scherer, que assumiu o cargo no começo deste mês, comunicou os cortes em uma mensagem disparada internamente.

De acordo com relatos de profissionais, a redução do quadro de trabalhadores foi apresentada como uma reestruturação em busca de maior eficiência.

A empresa teria indicado que o avanço em iniciativas de inteligência artificial também teria contribuído para a decisão, conforme uma pessoa com conhecimento do processo, que pediu anonimato.

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Em nota, a Stone afirma ter feito um “ajuste pontual” na estrutura como parte de um processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência.

As operações seguem normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros, de acordo com o comunicado.

O anúncio de demissões acontece após a Stone publicar dados operacionais relativamente mais fracos do que o esperado.

A empresa divulgou que teve lucro líquido ajustado de R$ 707 milhões no quarto trimestre, alta de 12% na comparação com o mesmo período de 2024, abaixo da média de previsões de analistas compilada pela LSEG, de R$ 743 milhões.

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Reação às demissões da Stone (STNE)

Também em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SINDPD-SP) repudiou as demissões em massa promovidas pela Stone.

A entidade cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que desligamentos desse tipo devem ser precedidos de negociações com o sindicato representativo da categoria.

“Ao ignorar esse princípio e realizar cortes em massa durante o período de negociação do acordo coletivo, a Stone afronta não apenas os trabalhadores atingidos, mas também o próprio sistema de relações de trabalho previsto na Constituição”, critica.

O sindicato acrescentou que acionará a Justiça do Trabalho e pedirá reintegração dos trabalhadores dispensados, diante do que chama de “evidente prática antissindical”.

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