Cotações por TradingView
Cotações por TradingView
Cotações por TradingView
Cotações por TradingView

Após saída de Teich, ministério diz que prepara ampliação de uso de cloroquina

15/05/2020 - 21:36
Teich
Apesar da insistência do presidente com a cloroquina, estudos realizados no país e no mundo afora não comprovaram a eficácia da medicação em pacientes com Covid-19 (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

O Ministério da Saúde informou, na noite desta sexta-feira, que está finalizando novas orientações para assistência de pacientes com Covid-19 visando “iniciar um tratamento antes do seu agravamento e necessidade de utilização de UTI” que inclui a ampliação do uso da cloroquina, horas após a saída de Nelson Teich, que resistia à adoção massiva do medicamento.

O comunicado do ministério não fala expressamente na adoção da cloroquina, mas a assessoria de imprensa da pasta confirmou que as novas orientações de assistência incluem o uso da cloroquina para pacientes leves com Covid-19.

“Assim, o documento abrangerá o atendimento aos casos leves, sendo descritas as propostas de disponibilidade de medicamentos, equipamentos e estruturas, e profissionais capacitados”, diz o ministério no comunicado.

“As orientações buscam dar suporte aos profissionais de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) e acesso aos usuários mais vulneráveis às melhores práticas que estão sendo aplicadas no Brasil e no mundo”, finalizou a pasta, em nota.

Na véspera, antes da demissão de Teich, o presidente Jair Bolsonaro havia dito em uma transmissão por redes sociais que o governo mudaria o protocolo para prescrição massiva da cloroquina para quem contraiu a doença.

Essa mudança no protocolo de uso do medicamento, nos bastidores, é tida como uma das razões para a saída de Teich em menos de um mês no cargo e no momento em que tem havido um expressivo aumento do número de casos e mortes pelo novo coronavírus no país.

Dias atrás, em uma postagem em uma rede social, Teich havia dito que a cloroquina é prescrita para pacientes hospitalizados e outros casos excepcionais e fez um alerta de que o medicamento pode causar eleitos colaterais.

“Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o ‘Termo de Consentimento’ antes de iniciar o uso da cloroquina”, ressalvou.

Apesar da insistência do presidente com a cloroquina, estudos realizados no país e no mundo afora não comprovaram a eficácia da medicação em pacientes com Covid-19.

O antecessor de Teich, Luiz Henrique Mandetta, também questionou o eventual uso mais massivo da cloroquina na doença.

O Brasil registrou nesta sexta-feira um novo recorde diário de casos confirmados de coronavírus, com a contabilização de mais 15.305 infecções, o que eleva o total para 218.223, segundo dados do Ministério da Saúde. As mortes causadas pela doença já somam 14.817 pessoas.

Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado financeiro?

Receba de segunda a sexta as principais notícias e análises. É grátis!
Autorizo o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Última atualização por Vitória Fernandes - 15/05/2020 - 21:36