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Após SpaceX, BTG Pactual emplaca presença em IPO duplo de gestora de ‘discípulo’ de Warren Buffett

13 abr 2026, 12:35 - atualizado em 13 abr 2026, 12:36
Montagem com Bill Ackman, fundador da Pershing Square Capital
Montagem com Bill Ackman, fundador da Pershing Square Capital (Copilot)

Depois de conquistar uma posição como único banco brasileiro no sindicato que vai coordenar o histórico IPO da SpaceX, o BTG Pactual (BPAC11) emplacou presença em mais uma abertura de capital bilionária em Wall Street.

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O banco brasileiro integra o sindicato de coordenadores do IPO duplo da Pershing Square — do bilionário Bill Ackman. O investidor é um dos mais conhecidos de Wall Street e apontado como um “discípulo” de Warren Buffett.

O roadshow formal da operação começou nesta semana, de acordo com a Bloomberg. A definição do preço por ação deve ocorrer no dia 28 de abril, com as ações a US$ 50 por papel. Desta forma, a operação pode movimentar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões na Bolsa de Nova York (NYSE).

Na prática, o IPO envolve dois veículos distintos: o Pershing Square USA (PSUS), que é o fundo fechado listado em bolsa e onde todo o dinheiro captado será investido, e a Pershing Square Inc. (PSI), que é a holding da gestora. Ao comprar ações do PSUS, o investidor ganha exposição ao portfólio administrado por Bill Ackman e ainda recebe ações da PSI, passando também a participar do negócio da gestora.

BTG: único banco brasileiro entre os coordenadores

Assim como no caso da SpaceX, o BTG Pactual é o único banco brasileiro no sindicato de coordenadores do IPO da gestora de Bill Ackman. O banco de André Esteves está na operação ao lado de titãs de Wall Street como Citigroup, UBS, Bank of America e Wells Fargo. O Money Times faz parte do grupo empresarial do BTG Pactual.

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A presença do BTG não é coincidência: o banco tem um histórico relevante com a Pershing Square. Em 2014, foi o distribuidor exclusivo na América Latina do IPO do Pershing Square Holdings (PSH) na Euronext.

Dez anos depois, em junho de 2024, o BTG entrou como acionista estratégico da gestora e participou de um consórcio que adquiriu 10% do capital da Pershing Square por US$ 1,05 bilhão. Na ocasião, a operação foi interpretada como uma rodada pré-IPO.

A oferta da Pershing Square

O Pershing Square USA (PSUS) é um fundo fechado listado em bolsa que, ao contrário dos tradicionais, não permite resgate direto. Quem quiser sair do investimento precisa vender suas cotas no mercado secundário, como faria com qualquer ação.

Não é a primeira vez que Ackman tenta levar o Pershing Square USA ao mercado americano. Em 2024, o gestor chegou a arquivar um prospecto com a ambiciosa meta de captar US$ 25 bilhões — o que seria o maior IPO de fundo fechado da história —, mas cancelou a operação dias antes do início das negociações.

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Desta vez, o alvo foi ajustado para um intervalo mais conservador, e a operação já parte com US$ 2,8 bilhões garantidos. A demanda vem de investidores como family offices, fundos de pensão, seguradoras e investidores de altíssimo patrimônio (ultra-high-net-worth individuals) de origem americana e internacional.

Por trás do IPO está uma ambição declarada: transformar a Pershing Square em um conglomerado de investimentos de longo prazo inspirado em Warren Buffett. Ackman busca acesso ao chamado “capital permanente” — aquele que não pode ser resgatado diretamente pelos cotistas, garantindo à gestora estabilidade de longo prazo.

Em carta a investidores, Ackman argumentou que ter capital permanente representa uma vantagem competitiva sustentável frente a gestores com capital de curto prazo.

A gestora de Bill Ackman encerrou março com aproximadamente US$ 27 bilhões sob gestão, de acordo com informações do prospecto do IPO. O portfólio atual inclui posições em Alphabet (dona do Google) e Nike. Recentemente, a Pershing Square fez uma proposta de aquisição da Universal Music Group (UMG) por US$ 65 bilhões.

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O BTG também está no IPO da SpaceX — o maior da história

A presença no IPO da Pershing Square não é o único destaque recente do BTG em Wall Street. Como o Money Times noticiou, o banco entrou como um dos 21 selecionados para o IPO da SpaceX, a empresa aeroespacial de Elon Musk — que também comanda Tesla, X (ex-Twitter) e Neuralink.

A operação deve acontecer em junho e promete ser uma das maiores estreias da história de Wall Street. A SpaceX deve estrear na bolsa com uma avaliação de US$ 1,75 trilhão (aproximadamente R$ 9 trilhões) e o IPO deve movimentar US$ 75 bilhões

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Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista
Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista
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