Economia

Após superar cartões, Pix deve dominar metade do e-commerce brasileiro até 2028

10 fev 2026, 8:00 - atualizado em 10 fev 2026, 8:00
pix
Após superar cartões em participação, Pix avança no e-commerce e já responde por 42% das compras online, segundo estudo do Ebanx. (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O sistema de pagamentos instantâneos Pix está prestes a ampliar a recém-conquistada liderança sobre os cartões de crédito no e-commerce e pode responder por metade das transações desse mercado até 2028, segundo estudo da fintech de pagamentos Ebanx.

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A projeção reforça a rápida ascensão do sistema criado pelo Banco Central (BC). Desde o lançamento, no fim de 2020, o Pix reduziu de forma significativa o uso de dinheiro em espécie no país e, a partir de 2023, passou a superar o volume combinado de operações realizadas com cartões de crédito e débito.

No ano passado, o sistema também entrou no radar dos Estados Unidos, alvo de uma investigação sobre práticas comerciais potencialmente desleais. Washington questiona o papel duplo do BC como operador do Pix e regulador do sistema financeiro.

A crescente onipresença do meio de pagamento tem pressionado a participação das transações com cartões, segmento em que as empresas norte-americanas Mastercard e Visa seguem dominantes.

Tradicional reduto dos cartões de crédito, o mercado brasileiro de e-commerce viu o Pix responder por 42% das compras online no ano passado, superando por pequena margem os cartões de crédito, que ficaram com 41%, de acordo com o Ebanx.

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Com base em dados da Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI), a fintech projeta que a participação do Pix nas compras online chegue a 45% até o fim deste ano e alcance 50% em 2028. Nesse cenário, a vantagem sobre os cartões de crédito deve se ampliar para 14 pontos percentuais.

Eduardo de Abreu, líder global de produto do Ebanx, afirma que o lançamento do Pix Automático — funcionalidade de pagamentos recorrentes introduzida no ano passado — contribuiu para o avanço do sistema sobre os cartões. Ele também destaca a evolução natural da curva de adoção do Pix nos pagamentos a empresas, após a forte tração inicial nas transferências entre pessoas físicas.

Dados do Banco Central mostram que os pagamentos de pessoa para empresa (P2B) se tornaram, desde setembro, a principal categoria em volume de transações com Pix. Em janeiro, esse tipo de operação respondeu por 46% do total, ante 40% das transferências entre pessoas (P2P).

“Houve um ganho relevante de confiança por parte da população no Pix, combinado com o aumento da sua disponibilidade nos sites”, afirmou Abreu.

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Ele pondera, no entanto, que os cartões de crédito devem manter um público cativo, em razão do hábito profundamente enraizado no Brasil de parcelar compras — especialmente as de maior valor —, mesmo quando há desconto para pagamentos à vista via Pix.

“Desconto é bom e faz sentido matematicamente para o usuário. Mas muitas vezes a pessoa olha e pensa: ‘mesmo com desconto, não consigo pagar tudo neste mês’. Se fizer isso, fica descapitalizada, ainda que seja mais barato. O parcelamento acaba sendo essencial para atender essa parcela da população que precisa de fluxo de caixa”, disse Abreu.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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