Economia

Após taxação de 20%, ‘blusinha’ da Shein pode ficar R$ 62,79 mais cara; entenda

06 jun 2024, 11:21 - atualizado em 06 jun 2024, 11:21
shein blusinha taxação imposto quanto será pago
Medida ainda precisa retornar para a Câmara e ser aprovada pelo presidente Lula (Imagem: Shein)

Na noite de quarta-feira (05), o Senado aprovou o Projeto de Lei do Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação) que, entre outros pontos, apresenta a taxação de 20% sobre produtos importados de até US$ 50.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Anteriormente, empresas habilitadas no Programa Remessa Conforme (PRC), como Shein, Shopee e Amazon, possuíam isenção para compras equivalentes a até R$ 263,60, na cotação do dólar desta quinta (06).

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) também entra nessa história, com cobranças específicas para cada estado.

No começo do ano, diversos estados atualizaram as alíquotas do imposto. A média é atualmente de 19,1%, mas no Maranhão, por exemplo, a alíquota chega a 22%, segundo a Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal).

Anteriormente, para uma compra de US$ 50 em varejistas online e com incidência de ICMS de 19,1%, o preço da compra chegava a US$ 59,55, ou R$ 313,95.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, com a incidência dos 20%, caso o projeto seja efetivamente aprovado, a mesma compra apresentaria alta de R$ 62,79, chegando a R$ 376,74.

Para uma alta ainda maior, de alíquota em 60% sobre remessas internacionais, conforme defendido por varejistas nacionais, a mesma compra poderia chegar a US$ 95,28 (R$ 502,32).

Shein foi contra alta na taxação

O programa Mobilidade Verde e Inovação prevê incentivos financeiros para a pesquisa e produção de veículos menos poluentes.

A inclusão da taxação no Mover foi incluída na Câmara dos Deputados como um “jabuti”, ou seja, não tinha relação com o tema original.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entretanto, o tema divide opiniões. Enquanto Fernando Haddad, ministro da Fazenda, defendia o fim da isenção, de forma a aumentar a arrecadação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi contra a medida durante um primeiro momento.

Para varejistas nacionais, quando o projeto foi aprovado na Câmara, o sentimento era de que havia espaço para mais.

Segundo Confederações como a CNI, CNC e CNA, “a decisão de taxar em apenas 20% as compras internacionais não é suficiente para evitar a concorrência desleal, embora seja um primeiro passo bastante tímido em direção à isonomia tributária e sua equiparação com a produção nacional”.

Enquanto isso, a Shein considerou a decisão um retrocesso, afirmando que ela impacta diretamente a população brasileira e coloca um ponto final ao regime tributário que “nunca teve função arrecadatória”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Estagiária
Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Apaixonada pela escrita e pelo audiovisual, ingressou no Money Times em 2023.
giovanna.pereira@moneytimes.com.br
Linkedin
Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Apaixonada pela escrita e pelo audiovisual, ingressou no Money Times em 2023.
Linkedin
As melhores ideias de investimento

Receba gratuitamente as recomendações da equipe de análise do BTG Pactual – toda semana, com curadoria do Money Picks

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar