Carteira Recomendada

Após ‘tempestade de março’, veja quais ações colocar na carteira em abril, segundo o BTG

01 abr 2026, 13:23 - atualizado em 01 abr 2026, 13:23
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(istock.com/da-kuk)

Após as águas de março – ou melhor, a tempestade que sacudiu os mercados globais no mês – os investidores começam abril de olho em como ajustar o portfólio em meio a um cenário ainda volátil.

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Nesse contexto, o BTG Pactual promoveu mudanças na sua carteira recomendada 10SIM e retirou as ações da PetroRio (PRIO3), a Aura Minerals (AURA33) e a Stone (STNE), enquanto incluiu a Petrobras (PETR4), a Embraer (EMBJ3) e a Cury (CURY3), na carteira de abril.

As alterações refletem um ajuste de rota diante do novo cenário. O banco elevou a exposição ao setor de petróleo e gás, trouxe de volta uma tese mais defensiva dentro da commodity e retomou a aposta no segmento de baixa renda no mercado imobiliário.

Por que ter essas ações na carteira em abril?

  • Petrobras (PETR4)

A principal mudança foi a entrada da Petrobras, que passa a ter peso relevante na carteira. Para o BTG, a estatal apresenta uma relação risco-retorno mais equilibrada do que a PetroRio, especialmente em um cenário de possível queda do petróleo caso haja arrefecimento das tensões no Oriente Médio.

Mesmo com o barril a US$ 80 e sem reajustes nos combustíveis, o banco estima que a companhia ainda seria capaz de entregar forte geração de caixa e dividendos atrativos, reforçando seu caráter mais defensivo.

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  • Embraer (EMBR3)

Outra troca importante foi a saída da Aura para a entrada da Embraer. A ação sofreu forte correção recente, em meio à aversão a risco global, o que, na avaliação do BTG, abriu uma janela de oportunidade.

A companhia negocia com desconto relevante em relação aos pares internacionais, mesmo com um backlog robusto e boa visibilidade de receitas.

  • Cury (CURY3)

No setor imobiliário, a entrada da Cury marca a retomada de exposição ao segmento de baixa renda, no lugar da Stone.

A decisão vem na esteira de mudanças recentes no programa habitacional, além da execução consistente da companhia, com forte ritmo de vendas e potencial de crescimento dos lucros.

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Estratégia mantida, com ajustes táticos

Para além das trocas, o BTG manteve a estrutura principal da carteira, com destaque para o Itaú (ITUB4) e Nubank (ROXO34) no setor financeiro, Eneva (ENEV3) em energia, Localiza (RENT3) em fluxo de caixa de longo prazo e a Allos (ALOS3) segue na carteira, mas com peso reduzido.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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