Após visitar Bolsonaro, Tarcísio diz que “sem dúvida” apoia Flávio ao Planalto e buscará reeleição em SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reiterou nesta quinta-feira (29) que apoiará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência na eleição deste ano, e confirmou que disputará a reeleição ao governo paulista.
“Claro, sem dúvida. Como eu tenho afirmado constantemente, não tem dúvida nenhuma com relação a isso”, disse ele.
As declarações de Tarcísio foram dadas em entrevista a jornalistas após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado.
O governador paulista reiterou em diversos momentos o apoio ao primogênito do ex-presidente, embora não tenha sido efusivamente enfático na defesa da candidatura dele.
Essa suposta falta de empenho de Tarcísio é uma das queixas de bolsonaristas mais entusiastas da candidatura de Flávio, e há entre os políticos e o mercado financeiro quem ainda alimente a esperança de uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto do governador. Ele segue negando.
“A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Gente, isso aí não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência, eu falei lá atrás que tenho um comprometimento com o Estado de São Paulo, sou grato ao Estado de São Paulo. A gente tem um projeto que é de longo prazo”, disse o governador.
O encontro de Tarcísio com Bolsonaro foi o primeiro que o governador fez após o ex-presidente ter sido transferido para a Papudinha, instalação ligada à Polícia Militar do Distrito Federal no complexo penitenciário da Papuda.
Um dos filhos do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, esteve durante toda a entrevista do governador atrás dele. Na véspera (28), Carlos postou mensagem que, após pedir autorização para o pai, havia almoçado em São Paulo com Tarcísio, a quem chamou de “eterno ministro”.
O governador paulista disse ter conversado com Bolsonaro sobre a ida do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil para o PSD. Segundo ele, que considera positivo o movimento, Bolsonaro viu a mudança partidária com bons olhos.
O PSD já contava com outros dois presidenciáveis, os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
“Ter mais candidaturas não é um problema, cria uma grande força a exemplo do que ocorreu no Chile”, disse Tarcísio, numa referência ao movimento em que partidos de direita se uniram para derrotar uma candidatura presidencial de esquerda.
Desistência anterior
Na semana passada, o governador paulista, que foi ministro de Infraestrutura do governo Bolsonaro, havia desistido de visitar Bolsonaro na prisão.
Oficialmente, segundo nota divulgada por sua assessoria na ocasião, Tarcísio disse que o adiamento do encontro dele com Bolsonaro se deu por “cumprimento de compromissos em São Paulo” e que uma nova data seria solicitada.
Reservadamente, uma fonte ligada a Tarcísio disse à Reuters que o adiamento da visita dele a Bolsonaro na semana passada se deu porque ele havia se sentido pressionado por Flávio Bolsonaro a endossar sua pré-candidatura.