Banco do Brasil

As 5+ e 5- do Ibovespa em abril

30 abr 2018, 19:52 - atualizado em 30 abr 2018, 19:53

Ibovespa terminou abril em leve alta de 0,88% com o início das preocupações políticas sobre as eleições de outubro pesando sobre as negociações no mercado. Com isso, o dólar registrou variação de 6% no mês, para R$ 3,50, a maior desde novembro de 2016, quando Donald Trump venceu as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

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“Explicações para o movimento existem, mas independente destes o movimento começa a parecer exagerado para boa parte do mercado, que acaba por “culpar” a forte incerteza fiscal e eleitoral nacional para o mesmo, dado que dados econômicos e a própria inflação não são motivos para tal realidade”, aponta a equipe da corretora H. Commcor.

Veja, abaixo, o que aconteceu com as 5 principais vencedoras e 5 perdedoras do índice:

Marfrig (+33,33%)

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As ações da Marfrig (MRFG3) lideraram o índice em abril com uma forte disparada que levou o desempenho no ano para 8,2%. A mudança de patamar veio após um movimento inesperado, no qual o frigorífico adquiriu 51% da National Beef, quarta maior processadora de carne dos EUA, por US$ 969 milhões.

Na visão do mercado, a empresa conseguiu de uma vez se tornar a 2ª maior processadora de carne do mundo, além de abrir caminho para a redução da alavancagem. A National exporta para 40 países, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, mercados atualmente fechados às exportações de carne brasileira.

Suzano (+23,08%)

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A Suzano (SUZB3) subiu forte no mês como resultado da fusão com a Fibria (FIBR3). O BB Investimentos elevou o preço-alvo para as ações nesta segunda-feira (30) de R$ 25 para R$ 43 após a operação com a concorrente e os resultados do primeiro trimestre de 2018. O banco ressaltou que ambas as empresas terão, juntas, uma capacidade de celulose de 10.890 milhões de toneladas (ex- acordo com a Klabin (KLBN11), ou 21,5% das vendas de celulose em 2017, as quais somaram 50,6 mt. Isto representa 44% se considerados apenas as vendas de celulose de fibra curta (ano passado as mesmas somaram 24,9mt).

Para os analistas da instituição, a Suzano alcançou o patamar mais alto da sua história, em termos de capacidade de produção e rentabilidade.

Pão de Açúcar (+18,9%)

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Um resultado surpreendente no primeiro trimestre deu gás para a forte valorização dos papéis do Pão de Açúcar (PCAR4) este mês.  No período, o lucro líquido atingiu R$ 153 milhões nas operações continuadas da divisão alimentar. De acordo com a XP Investimentos, o resultado foi motivado por melhores margens. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 591 milhões, dentro das expectativas do mercado. No entanto, o desempenho das vendas apresentou ganhos, com receita líquida avançando 7,5% na comparação anual, para R$ 11 bilhões.

Vale (15,3%)

O balanço da Vale (VALE3) foi bem recebido pelo mercado e sustentou o bom desempenho da mineradora em abril. Segundo os analistas BTG Pactual e Credit Suisse, a VALE3 foi previsível e isso é muito bom. O lucro líquido chegou a US$ 1,590 bilhão, o que representa uma queda de 36% na comparação com o lucro de US$ 2,490 bilhões visto um ano antes, mas um forte avanço na em relação aos US$ 771 milhões do quarto trimestre de 2017.

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“Depois de anos de resultados altamente desafiadores para decifrar (especialmente na conciliação de realizações de preço de minério de ferro), a Vale forneceu um conjunto bastante previsível de resultados, que é o objetivo da administração”, destacaram os analistas Leonardo Correa e Gerard Roure do BTG.

Ecorodovias (+13,71%)

Ecorodovias (ECOR3) foi mais uma empresa a ter o desempenho influenciado pelos resultados trimestrais ao apresentar um aumento de 50% no lucro líquido, para R$ 146,7 milhões, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi impactado positivamente pelo aumento no Ebitda pró-forma comparável (+R$ 47,4 milhões) e pela menor despesa financeira (+R$ 25 milhões) e compensado pela maior amortização e depreciação (-R$ 11,7 milhões).

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Weg (-21,36%)

As ações da Weg (WEGE3) apresentaram o pior desempenho do mês com os investidores avaliando os resultados do primeiro trimestre. O lucro líquido foi de R$ 285 milhões, o que representa alta de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado, mas com aquisição e novos negócios impactando a margem. Já o resultado operacional (Ebitda) somou R$ 379,71 milhões, 14,7% acima do registrado um ano antes. A margem Ebitda, no entanto, recuou para 14,9% nos três primeiros meses deste ano, ante 15,5% um ano antes.

Além disso, destaque para a elevação da recomendação, pelo Itaú BBA, a market perform e o preço-alvo de R$14,6 para R$17,5. O banco considera o papel como uma proteção contra a recente desvalorização do real e a volatilidade do mercado. Vale lembrar que a queda também foi resultado da bonificação de três novas ações para cada 10 possuídas pelos acionistas.

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Ultrapar (-14,7%)

Os papéis da Ultrapar (UGPA3) despencaram com a expectativa para os resultados do primeiro trimestre de 2018, que serão divulgados na próxima quarta-feira (2) após o fechamento dos mercados. Para o Itaú BBA, o balanço da empresa será o destaque negativo do setor, com resultados fracos nas três frentes da empresa: Ipiranga, Oxiteno e Ultragaz.

Hypera Pharma (-12,38%)

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A Hypera Pharma (HYPE3) aparece na terceira posição das piores do mês com o reflexo de problemas de governança corporativa. A empresa anotou um lucro líquido de R$ 299,8 milhões no primeiro trimestre de 2018, um crescimento de 76,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar de bom, o balanço teve o seu efeito prático no mercado ofuscado pelos recentes obstáculos enfrentados pela companhia em sua governança corporativa. O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da empresa somou R$ 362,7 milhões, aumento de 24,8%.

“Os resultados trimestrais foram bons em geral, e mantemos nossa visão estruturalmente positiva sobre as perspectivas de longo prazo como uma empresa 100% farmacêutica (e mais lucrativa). No entanto, no curto prazo, ele deve estar sob o escrutínio dos investidores, devido aos riscos de governança corporativa, embora tenhamos sinalizado que a empresa não está sendo formalmente investigada pelas autoridades brasileiras”, explicam os analistas do BTG Pactual Fabio Monteiro e Luiz Guanais.

Banco do Brasil (-10,55%)

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O Banco do Brasil (BBAS3) caiu forte neste mês com os investidores de olho na divulgação dos resultados agendada para o próximo dia 10. Neste mês, o banco foi ao mercado para captar US$ 750 milhões com prazo de cinco anos a 4,875%.

Eletrobras (-9,19%)

Sob a nuvem de incertezas acerca de sua privatização, as ações da Eletrobras (ELET3) recuaram quase 10%. O projeto de privatização da Eletrobras é uma das principais pautas do governo na Câmara dos Deputados. O Executivo esperar arrecadar R$ 12,2 bilhões com a venda de ações da empresa. Pelo modelo proposto, parte do capital da estatal será vendido. O governo manterá a maior parte das ações (entre 40 e 49%), mas deixará de ser o acionista majoritário.

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A comissão especial que analisa o projeto de privatização da Eletrobras (PL 9463/18) realiza nova audiência pública nesta quarta-feira (2). Desta vez serão ouvidos o diretor do Instituto de Desenvolvimento de Energético, Roberto Pereira d’Araújo, e o secretário-adjunto de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Wilson Grudtner.

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Fundador do Money Times | Editor
Fundador do Money Times. Antes, foi repórter de O Financista, Editor e colunista de Exame.com, repórter do Brasil Econômico, Invest News e InfoMoney.
gustavo.kahil@moneytimes.com.br
Fundador do Money Times. Antes, foi repórter de O Financista, Editor e colunista de Exame.com, repórter do Brasil Econômico, Invest News e InfoMoney.